Cora Coralina – Uma mulher de coragem



Em 20/08/1989 nasce na Cidade de Goiás – GO, uma menina de nome Cora Coralina. Pseudônimo - Ana Lins do Guimarães Peixoto Bretãs.

De família humilde, aos 14 anos de idade, apesar de ter somente o curso primário, começou a escrever os seus primeiros textos e a publicar nos jornais da cidade. Aos 21 anos, criou “A Rosa” um jornal de poesias feminino.

Casou-se em 1910 com o advogado Cantídio Tolentino Bretas, com quem se mudou, no ano seguinte, para São Paulo, onde viveu por 45 anos. A princípio no interior, mudando-se para a capital com 25 anos de idade.


Ao chegar à capital, teve que permanecer algumas semanas trancada num hotel em frente à Estação da Luz, uma vez que os revolucionários de 1924 pararam a cidade. Em 1930 presenciou Getúlio Vargas chegando à esquina da Rua Direita com a Praça do Patriarca.

Viúva, aos 35 anos, tornou-se doceira para sustentar os filhos. Deixou a Capital e foi morar em Penápolis e em seguida, Andradina – cidades do interior do Estado de São Paulo.

Ao completar 50 anos, a poetisa sofreu uma profunda transformação interior, que definiria mais tarde como a perda do medo. Nesta fase, deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo que escolhera há muitos anos atrás. 

Somente aos 57 anos é que retornou para Goiás. Durante todos esses anos, Cora Coralina não deixou de escrever, produzindo poemas ligados à sua história, à cidade em que nascera e ao ambiente em que fora criada, produzindo uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.

Em 1965, aos 75 anos, ela conseguiu realizar o sonho de publicar o primeiro livro: Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais. Ana Lins dos Guimarães Peixoto Brêtas viveu por muito tempo de sua produção de doces, até ficar conhecida como Cora Coralina, a primeira mulher a ganhar o Prêmio Juca Pato, em 1983, com o livro Vintém de Cobre – Meias Confissões de Aninha.

Passou a ser reconhecida e amada no Brasil após receber uma carta de Carlos Drumond de Andrade, elogiando seu trabalho.  Participou de conferências, homenagens e programas de televisão, nunca perdendo a doçura da alma de escritora e confeiteira.

Em 10/04/1985, aos 86 anos de idade, Cora Carolina faleceu na Cidade de Goiás, em sua casa – A Casa Velha da Ponte, que foi transformada em um museu.


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