Cinzas ao Vento



Não quero partir,
Sem me despedir, 
De todos os amigos que fiz, 
Enquanto eu vivi.



Só quero flores,

De todas as cores.
E as músicas que eu gosto
Me deixem ouvir,
Quando eu partir...

Do pouco que eu tenho,
Eu quero deixar, pra quem precisar
Os meus órgãos ganhar.

Não levo comigo,
Porque não mais preciso
Desta vida nada levar.

Então, meus amigos,
Nem mesmo um abrigo
Eu quero obrigar
Alguém a me dar.

Nem mesmo um recanto
Com todos os encantos
Onde o meu canto
Se faça ouvir.

Só quero as minhas cinzas
Ao vento jogar,
Para que ninguém se obrigue a me visitar,
Nessa morada onde eu devo estar.

Minhas cinzas ao vento eu quero jogar.
E se algum, dia de mim estiveres a lembrar,
Escute o lamento na voz do vento,
Porque neste momento
Feliz hei de estar,
Com as minhas cinzas jogadas ao vento
Que muitas vezes ainda ouvirás soprar...

Mas não lamentes.
É só a voz do vento que carrega consigo
Os meus pensamentos...


Um comentário:

  1. Agradeço a postagem deste meu poema.
    https://ilusoesdeoutono.blogspot.com.br
    Débora Benvenuti

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