O Fim



Nada parecia diferente naquela tarde,
Uma leve brisa tocava meu rosto
Enquanto eu atravessava a calçada.

O barulho dos carros não me incomodava
Um leve vazio na boca do estômago,
Me lembrava da refeição que ainda não havia feito

Em minha mente, uma música se repetia
A sensação era agradável
Estava, finalmente, indo para casa
Após um dia de labuta.

A música, a brisa, a sensação de dever cumprido.
Um banho, uma refeição, um cochilo
Só nisto eu pensava.

Foi quando tudo aconteceu...
Não havia mais música,
Não havia mais brisa,
Não havia mais ar em meu peito
Um gosto de sangue me veio à boca.

Me encontrava caída,
Sem entender o que havia acontecido.
E, logo depois,
Não havia mais nada.
Cristina Corradi

Um comentário:

  1. Ninguem sabe quando a chama irá apagar,
    mas com certeza ela apagará.

    LINDO...


    Itamiroai

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