Saudades de Mercedes Sosa



Nascimento: 9 de julho de 1935, San Miguel de Tucumán
Falecimento: 4 de outubro de 2009, Buenos Aires
Mercedes Sosa, cantora argentina, foi uma das mais famosas na América Latina.
Foi descoberta aos quinze anos de idade, cantando numa competição de uma rádio local da cidade natal.
Admirada pelo timbre de contralto, gravou o primeiro disco Canciones con Fundamento, com um perfil de folk argentino.
Consagrou-se internacionalmente nos EUA e Europa em 1967, e em 1970, com Ariel Ramirez e Felix Luna, gravando Cantata Sudamericana e Mujeres Argentinas.
Gravou um tributo também à chilena Violeta Parra.

Na década de 70, sofreu censura e perseguição, e seus discos, carregados de crítica social, se converteram em um referencial durante o governo militar argentino (1976-83).
Sosa ainda demonstrou oposição durante os governos militares de diversos países da América do Sul nas décadas de 70 e 80.
Conhecida ativista política de esquerda, foi peronista na juventude. Manifestou-se como forte opositora da figura de Carlos Menem e apoiou a eleição do presidente Néstor Kirchner.

A preocupação sócio-política refletiu em seu repertório, tornando-se uma das grandes expoentes da Nueva Canción, um movimento musical latino-americano da década de 60, com raízes africanas, cubanas, andinas e espanholas.
No Brasil, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, entre outros artistas, são expressões da Nueva Canción, marcada por uma ideologia de rechaço ao que entendiam como imperialismo norte-americano, consumismo e desigualdade social.

A proximidade da cantora com movimentos comunistas e o apoio a partidos de esquerda atraiu a atenção e a censura do governo argentino e, em 1979 – um ano após ficar viúva do segundo marido -, Sosa foi presa juntamente com um público de aproximadamente 200 estudantes durante uma apresentação na cidade de La Plata.

Sosa teve três de seus discos considerados os melhores álbuns de Folk na premiação da Grammy Latino – “Misa Criolla”, em 2000, “Acustico”, em 2003, e “Corazón Libre”, em 2006.
Ela também atuou em filmes como “El Santo de la Espada”, sobre o herói da independência argentina, José de San Martin.

Entre lágrimas e cantos o povo argentino se despediu da cantora Mercedes Sosa, no dia 04 de outubro de 2009 .
O corpo da “Negra”, como era carinhosamente chamada pelos fãs, foi retirado do Congresso Nacional, onde foi velado, e levado ao Cemitério de Chacarita, onde foi cremado.
Suas cinzas foram divididas entre sua província natal – Tucumán -, Mendoza e Buenos Aires.
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