Veleiro



Os dias nunca mais serão iguais
Para quem se faz vela, se faz veleiro
E abandona a segurança do cais
Pelo mar da paixão, tão traiçoeiro.

E perde o rumo, perde a razão.
Desafia ventos, tempestades.
Se desespera e se agarra à ilusão
De loucas promessas de felicidade.

Quando negras nuvens,
Maus presságios,
Avisam que amor
É sempre engano
 
E se aproxima a hora do naufrágio,
Melhor é desaparecer no oceano,
Que, da solidão para sempre cativo,
Morrer de amor e continuar vivo.
 Sílvio Ribeiro de Castro

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