Morte ou Mamba?



Três exploradores foram capturados por uma tribo selvagem e primitiva na África do Sul. Sem saber, eles haviam invadido e profanado o território sagrado da tribo.

Em meio ao alarido geral dos nativos, foram levados ao grande chefe. O que haviam feito não poderia deixar de ser punido.

Então, o todo poderoso ofereceu-lhes duas opções:
- Morte ou Mamba?

Os exploradores pensaram que nada poderia ser pior que a morte, então, os dois primeiros foram logo escolhendo – Mamba.

O que eles não sabiam é que Mamba é uma das serpentes mais venenosas do continente africano. Uma mordida inocente desse animal libera veneno suficiente para matar de 20 a 25 homens adultos e que sua picada provocava indescritível sofrimento, seguido de morte certa.

Os que escolheram Mamba, antes de morrer, experimentaram um sofrimento atroz, com dores lancinantes, violentas convulsões e asfixia lenta e gradativa, além de sangramentos por todos os poros e orifícios durante intermináveis horas.

O terceiro explorador, que ainda não havia se pronunciado, foi obrigado a assistir todo o sofrimento de seus companheiros. Aterrorizado, ao ser questionado novamente pelo todo poderoso chefe da tribo, suplicou por uma morte misericordiosa.

Mas o chefe assim lhe disse:
"Morte você terá, mas, primeiro, um pouquinho de Mamba".

A morte paira sobre todos nós, mas na maior parte do tempo tentamos evitar pensar sobre ela. O sucesso de venda de produtos e medicamentos que prometem prolongar a vida de uma pessoa, assim como o aumento da função do hospital, como o defensor da vida além do tempo depois que a qualidade de vida diminui são duas coisas que comprovam isso.

Na maioria das culturas, as pessoas evitam pensar sobre a morte, ao passo que em outras, porém, o assunto é considerado fascinante.

Será que não estamos oferecendo muita Mamba aos pacientes terminais?
Será que não estamos prolongando infindas aflições a pacientes e familiares, produzindo verdadeiras distanásias?

A tecnologia hoje disponível é capaz de manter a vida sob quaisquer circunstâncias, questionáveis e indignas. Permitir a morte com dignidade é um sagrado direito de todo o indivíduo.

Mais do que lutar contra a morte, temos de lutar pela defesa da vida com qualidade e dignidade, pois do contrário perderemos sempre.


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