Coisas do dia a dia



Sabe aqueles dias que a única vontade que a gente tem é de ficar na cama?

Pois é! Eu estava com a maior preguiça de me levantar, mas meu estômago falava mais alto.

Pensei... "Levanto, faço um lanche e volto pra cama." E lá vou eu para a cozinha.

Abro a geladeira... Água e mais nada.
Abro o armário a procura de qualquer coisa comestível... Surpresa! Não havia feito supermercado.
"É! Não tem jeito!" Falei comigo mesma.

Volto para o quarto, olho para a cama, a cama olha para mim, e meu estômago dá um grito.

Troco de roupa, e ainda meio sonada, vou até a padaria.
Me abasteço para o dia todo e pego a fila do caixa.

Na minha frente, duas jovens senhoras na faixa de oitenta anos conversam. Não teve jeito de não se ouvir o que diziam.

- Você está sumida! Há tempos não te encontro! Você está mais bonita! Engordou...

- Meu menino separou daquela preguiçosa da mulher dele e foi morar lá em casa. Agora tenho que cuidar bem dele. Sempre estou fazendo umas coisinhas gostosas...

- Pois é! Meus netinhos vieram passar o fim de semana em minha casa. Estou fazendo umas comprinhas.

- E o Sô Pedro? Não veio com você?

- O Pedro morreu de derrame no ano passado.

- Que bom! Assim a gente pode ficar conversando mais tempo.

- Como é que anda a pressão?

- Ih! Minha filha! Nem se fala... Eu estou tomando mais de cinco remédios. Tomo dois branquinho e um vermelhinho de manhã, outro branquinho junto do almoço, e a noite, os dois branquinho, o vermelhinho e mais um amarelinho. E ainda tenho que tomar cinco gotinhas de outro na hora de dormir. E o médico falou que eu tenho de comer uma banana todo dia.

- O meu médico também falou que eu tenho de comer banana todo dia, senão eu vou ter câimbra.

- É! Câimbra é muito ruim. Bem que eu notei que minhas câimbras acabaram depois que eu comecei a comer banana.

- Mas tem que ser banana prata, se não dá dor de barriga.

- Onde você está morando agora?

- Lá na minha casa...

Nisso, eu e a menina do caixa não estávamos mais aguentando de tanta vontade de rir.

E as duas jovens Senhoras saíram a passos curtos.

E meu sono... Foi-se embora.

Cristina Corradi

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