Amyr Klink



Amyr Klink é natural de São Paulo, filho de pai libanês e mãe sueca. Começou a frequentar a região de Paraty (RJ) com a família quando tinha apenas dois anos de idade. Essa cidade histórica é o lugar que o inspirou a viajar pelo mundo. Casou-se em 1996 com Marina Bandeira, com quem tem as filhas gêmeas Tamara e Laura, nascidas em 1997 e a caçula, Marininha, nascida no ano 2000.

Ficou conhecido pelas suas expedições marítimas, que empreende geralmente de forma solitária. O primeiro feito a ser amplamente divulgado ocorreu entre 10 de junho a 19 de setembro de 1984, quando realizou a travessia solitária, num barco a remo, no oceano Atlântico. Foi um percurso de sete mil quilômetros entre Luderitz, na Namíbia (África) e Salvador, na Bahia, percorrido sozinho.

Em dezembro de 1989, viajou rumo à Antártida, em um veleiro especialmente construído para a expedição, o Paraty. Permaneceu sozinho por um ano na região, sendo que por sete meses, seu barco ficou preso no gelo da Baía de Dorian. Da Antártica, rumou em direção ao Pólo Norte e retornou ao ponto de partida, a cidade de Paraty, em outubro de 1991.

A partir de então passou a planejar uma viagem de circunavegação da Terra.

Reside em Paraty (RJ), onde mantém uma escola de navegação para jovens carentes. Além de escrever livros, faz palestras sobre planejamento e empreendedorismo no meio empresarial. É formado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduado em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie. Atualmente é diretor da Amyr Klink Planejamento e Pesquisa Ltda. e da Amyr Klink Projetos Especiais Ltda. É sócio-fundador do Museu Nacional do Mar, localizado em São Francisco do Sul (SC), e da Revista Horizonte Geográfico.


Textos de Amyr Klink

Pior que não terminar uma viagem
É nunca partir
Um homem precisa viajar
Por sua conta,
Não por meio de histórias, imagens, livros ou TV
Precisa viajar por si
Com seus olhos e pés
Para entender o que é seu
Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor
Conhecer o frio para desfrutar o calor
E o oposto
Sentir a distancia e o desabrigo
Para estar bem sob o próprio teto
Um homem precisa viajar para lugares que não conhece
Para quebrar essa arrogância
Que nos faz ver o mundo como o imaginamos
E não simplesmente como é ou poderia ser
Que nos faz professores e doutores do que não vimos
Quando deveríamos ser alunos
E, simplesmente, ir ver

O mar não é um obstáculo
É um caminho
Um dia é preciso parar de sonhar e
De algum modo, partir

Passados dois meses de tantas histórias, comecei a pensar no sentido da solidão. Um estado interior que não depende da distância...nem do isolamento; um vazio que invade as pessoas... E que a simples companhia ou presença humana não pode preencher. Solidão foi a única coisa que eu não senti, depois que parti...nunca...em momento algum. Estava, sim, atacado de uma voraz saudade. De tudo e de todos, de coisas e de pessoas que há muito tempo não via. Mas a saudade às vezes faz bem ao coração. Valoriza os sentimentos, acende as esperanças e apaga as distâncias. Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudade...mas não estará só!

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