Mulheres



Mulheres...
Como os homens podem querer entendê-las se nem nós mesmas conseguimos saber o que queremos?

Eu, como mulher, digo...

Nasci em um tempo em que as mulheres foram criadas para casar, ter filhos, não ter gosto ou vontade, não sentir prazer, ser uma boa mãe, uma boa esposa, lavar, passar, cozinhar, costurar e servir ao marido.

Ainda bem que as coisas foram mudando!

A mulher adquiriu o direito ao voto, as escolhas, o direito à liberdade e ao trabalho. Foi uma árdua luta. Mas só ganhamos devido às grandes guerras, onde a força de trabalho masculina diminuiu bastante com as mortes desses homens nos campos de batalha. Nesta época, a mulher ganhava bem menos que um homem na mesma função.

Então surgirão os movimentos feministas, chamados por muitos de extremistas. Um grande grito pela liberdade feminina.

Depois vieram as "pílulas", e, com elas, o direito a liberdade sexual e o direito de escolhas. O direito de traçar seus próprios caminhos. Escolher a melhor hora atender ou não ao instinto materno, e até, se estes filhos viriam de uma união estável ou por produção independente.

Me pergunto se tudo isso foi bom ou ruim, pois, ás vezes, é tão bom não ter que decidir que caminho tomar, deixar a decisão na mão de outra pessoa, pai ou marido, e, se algo ter errado, a culpa não é nossa, é do outro.

Mas estamos aqui, em outra era, outra geração, onde escolhas têm que ser tomadas. E arcar com as conseqüências dessas escolhas nem sempre é fácil.

Hoje, muitas mulheres é que sustentam o lar, e são poucas aquelas que largariam seus empregos, suas vidas, em prol de um relacionamento com um companheiro. A independência requer recursos financeiros, e manda quem tem mais dinheiro, obedece quem tem juízo, e o trabalho fica em primeiro plano.

Mas, lá no fundo...
O que queremos?

Queremos um homem para caminhar a nosso lado, que seja companheiro, amigo, amante, pai de nossos filhos. Não queremos ser nem mais e nem menos que eles. Queremos compartilhar os direitos e deveres, dividir com alguém as responsabilidades. Queremos caminhar lado a lado.

No relacionamento, queremos nos entregar totalmente, sem medo, mas também queremos que o outro se entregue.
É tudo ou nada.
Corpo, mente, coração, amigos, família.
O pacote completo.
Cristina Corradi

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