Nunca te Amei Tanto



Nunca te amei tanto, ma soeur,
Como quando de ti parti naquele pôr-de-sol.
O bosque engoliu-me, o bosque azul, ma soeur,
Sobre que já pousavam as estrelas pálidas a oeste.

Não me ri nem um pouco, nada, ma soeur,
Eu que a brincar ia ao encontro dum destino escuro
Enquanto os rostos já atrás de mim
Devagar empalideciam no anoitecer do bosque azul.

Tudo era belo naquele anoitecer único, ma soeur,
Nunca mais depois e nunca antes assim
Verdade é: só me ficaram as grandes aves
Que ao anoitecer têm fome no céu escuro.
Bertold Brech 

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