A Poesia me Chama



A poesia me chama
Entre as árvores de folhas incompletas.

O vento é frio,
Apesar de terno.

Corvos mancham o azul sem luz
Desta noite que não começa.

O trem também me chama
E não vou.

Sou tragada por faíscas incandescentes
Que parecem detonar fogos de artifícios
Causando implosão,
Carvão ardente

O trem parou! Indecente me chama
E não vou.
Rose Mary Sadalla

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