As Mentiras Que os Homens Contam



Todo mundo já mentiu pelo menos uma vez na vida. Seja uma pequena mentira inofensiva ou não. Os homens geralmente mentem para evitar conflitos, é algo que ele não pode evitar. Pelo menos é assim que Luís Fernando Veríssimo mostra as várias faces da mentira em seu livro As Mentiras que os Homens Contam, lançado pela Editora Objetiva, em 2000.

Nas crônicas reunidas neste volume, Luis Fernando Verissimo escreve sobre impossibilidade, incomunicabilidade e mal-entendidos. Escreve, enfim, sobre a vida.

Quando o autor já no prefácio explica “Nós nunca mentimos. Quando mentimos, é para o bem de vocês. Verdade.”, ele prepara os leitores para as histórias que estão por vir. As quase duzentas páginas recheadas pelas crônicas expõe o quanto o homem desde a infância é dependente desse comportamento compulsivo. Os dramas do ser humano começam cedo.

“Na verdade, quando você mente, é porque precisa. Para proteger o outro - e de preferência, a outra. Foi assim com a mãe, a namorada, a mulher, a sogra. Questão de sobrevivência. Tudo pelo bom convívio social, pela harmonia dentro de casa, para uma noite mais simpática com os amigos. Você só mente, no fundo, para poupar as pessoas, e, sobretudo, para o bem das mulheres.”

Luis Fernando Veríssimo, este observador bem-humorado do cotidiano brasileiro, reúne quarenta crônicas, com uma linguagem informal, simples, clara e descontraída. Um repertório divertido de histórias assim - tão indispensáveis que, de repente, viram até verdades.

Depende de quem ouve.
Depende de quem conta.






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