Kintsukuroi, A Valorização na Imperfeição



Na cultura japonesa, as peças de cerâmica quebradas que são reparadas através da técnica Kintsukuroi, utilizando uma mistura de laca e pó de ouro, se tornam mais valorizadas que as que estão intactas. Isso por que sua estética trabalha mais com questões de transitoriedade e impermanência do que com a beleza propriamente dita.

E é assim! Quando os japoneses colam objetos quebrados, eles preenchem as rachaduras com ouro. Eles acreditam que quando algo sofre algum dano, tem uma história, e há conserto, vale a pena repará-lo. Quando alguns vasos se quebram, eles não perdem seu valor. De fato, ao consertá-lo, ele torna um objeto único e especial. E passa a valer mais do que antes!

Ao invés de se envergonharem de suas imperfeições, eles as embelezam, para que sejam vistas como uma celebração a vida, nos pequenos e grandes erros cometidos e na possibilidade aprendermos com isso. Parte do que somos é aquilo que tentamos esconder com mais determinação: as nossas falhas e defeitos.

Que o ouro que nos conserta, quer seja sabedoria, quer seja mais amor pela vida, quer seja simplesmente o fato de estarmos desenvolvendo nossas qualidades, superando nossas falhas e nos fazendo abandonar hábitos que nos fazem mal nunca nos falte nos momentos em que nos sentirmos como um vaso quebrado.


2 comentários:

  1. Ao remontar, juntar os cacos de um pote que se partiu é hora de ter paciência, de fazer este exercício com calma, usar a forte solda do amor e do aprendizado. Fazer de tal modo que nunca mais o pote trinque onde foi refeito. Feliz aquele que o pote quebrou inúmeras vezes posto que cada vez que foi colado o artífice renasceu como uma fênix.
    Arifonseca

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