Osho – Sobre a Liberdade



Para ser totalmente livre, você precisa estar totalmente ciente, porque a prisão é uma coisa enraizada na inconsciência, não vem de fora. Ninguém pode aprisionar você. Você pode ser destruído, mas sua liberdade não pode ser tirada - a menos que você abra mão dela.

Em última análise, é sempre seu desejo de não ser livre que o prende. É seu desejo de ser dependente, seu desejo de abandonar a responsabilidade de ser você mesmo, que faz de você um prisioneiro.

No momento em que se assume responsabilidade por si mesmo... E lembre-se de que não existem apenas as rosas, há espinhos nelas; nem tudo é doce, há muitos momentos amargos. O doce é sempre equilibrado pelo amargo, os dois vêm sempre em igual proporção.

As rosas são equilibradas pelos espinhos, os dias pelas noites, os verões pelos invernos. A vida mantém um equilíbrio entre as duas polaridades opostas; por isso, aquele que está disposto a aceitar a responsabilidade de ser ele mesmo, com todas as suas belezas, amarguras, alegrias e agonias, pode ser livre. Só ele pode ser livre.

Aceite a responsabilidade de ser você mesmo, como você é, com tudo que é bom e tudo que é mau, com tudo que é belo e tudo que não é. Nessa aceitação acontece uma transcendência, e você se torna livre.

Liberdade significa transcendência, ir além da dualidade. Então você não é êxtase nem agonia, é apenas uma testemunha de tudo que acontece consigo.

Essa transcendência é a verdadeira liberdade, que faz uma pessoa ser iluminada, liberta.
Osho, em "Meditações Para o Dia"


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