O Amor



Na força do medo me agarrei ao desejo.
E no meio de uma tempestade de emoções,
Vivi o amor em sua forma mais profunda.
Inundei a minha alma com sua intensidade.
Sem temer nada, perdi parte da minha sanidade.

Ora, o que é o amor sem um gesto de loucura?
Se não podemos nos beijar na rua, no metrô?
Que esperar de um amor escondido,
De um beijo roubado,
Como se fosse bandido...

O amor é essa disritmia, que acelera e revela.
Nada fica embaixo dos panos, tudo é sonoro.
Mesmo quando a garganta não grita,
O peito parece explodir.
Os olhos brilham tanto que qualquer um percebe,
Aquilo que você quer esconder,
Eles entregam.

E é no meio desse abraço bem apertado,
Onde o beijo mais desejado se torna realidade,
Que eu te convido a viver a plenitude do amor,
Ainda que seja tarde, a noite é longa,
É uma criança para os amantes,
Um suspiro para quem só quer se entregar.

Que o amor seja par,
Nunca ímpar...
Nunca solidão,
Apenas e tão somente,
Coração.
Paulo Roberto Gaefke

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