Minha paz



Sabe aquela paz?
Aquela que brota, despercebida,
Das mais simples expressões da vida?
É essa!
Minha única ambição...

Percebê-las...
Essas simples expressões de Deus...
Vestir-me delas.

Depois que algum último traço de honestidade me despir...
E que me nutram, inspirem, orientem...
E nessa busca, que o fim me sirva de ponto de partida...

Vida de incoerentes coerências...
Que eu capaz de me simplificar o bastante...
Negando esse nó tão bem dado e inútil...
Obsoleto...
Que me aperta desde sempre.

Que eu me prepare,
E quem sabe mereça...
Essa paz que parece ter sempre sido o que sou.

E ninguém me avisou...
Mas ela canta aqui dentro...
Cantava baixinho...

Mas agora entoa alto!
Chamados com cheiros de casa.
Minha santa casa...

A paz.
Do simples que de fato sou.
Minha verdade inaceitável.
Num mundo de mentiras glamorizadas...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...