A Raposa e O Corvo





Um dia um corvo estava pousado no galho de uma árvore com um pedaço de queijo no bico quando passou uma raposa.

Vendo o corvo com o queijo, a raposa logo começou a matutar um jeito de se apoderar do queijo.

Com esta ideia na cabeça, foi para debaixo da árvore, olhou para cima e disse:
-Bom dia, Senhor Corvo!
Você está muito bonito hoje.
Que bela plumagem!
Se a sua voz for tão bela como as suas penas, será, sem sombra de dúvidas, a ave mais bela da floresta.
Será que sua voz combina com tanta beleza!
Se assim for, não tenho dúvidas de que deve ser proclamado rei dos pássaros.
Não quer presentear-me com seu canto melodioso?

Ao ouvir aquelas palavras, o corvo ficou muito feliz.
Ele estava verdadeiramente orgulhoso, vaidoso até.
E, para mostrar à raposa a sua bela voz, abriu o bico e soltou um sonoro "Cróóó!"

O queijo veio abaixo, claro, e a raposa abocanhou ligeiro aquele pedaço de queijo e devorou-o, dizendo:
-Olhe meu senhor, estou vendo que voz o senhor tem.
O que não tem é inteligência!

Moral da história...
Cuidado com quem muito elogia.
Há sempre uma segunda intenção por trás de um elogio exagerado.
Esopo



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