Lembra-te Deles


Lembra-te deles, os chamados mortos
Que embora invisíveis,
Não se fizeram ausentes...

Compadece-te daqueles que passaram no mundo
Sem realizar os sonhos de bondade que lhes vibraram no seio
E volve o coração reconhecido
Para quantos te abençoaram a existência com alguma nota de amor.

Eles avançam para a vanguarda...

Muitas vezes, quando menos felizes,
Esmolam-te o reconforto de uma oração
E, vezes outras,
Mergulham as dores que os afligem na taça de teu pranto,
Sequiosos de paz e libertação...

Outros muitos, porém,
Quais aves triunfantes nas rotas da Eternidade,
Buscam-te o coração por ninho de afeto que o tempo não destruiu,
Envolvendo-te o ser no calor de branda carícia
Para que o desânimo não te entorpeça a faculdade de caminhar...

Lembra-te deles e guarda-lhes a lição.

Ontem, apertavam-te nos braços, partilhando-te a experiência.
Hoje, transferidos de plano,
Colhem os frutos das espécies que semearam.

Aguça a audição mental
E ouvirás o coro de vozes em que se pronunciam.
Todos rogam-te esperança e coragem,
Alargando-te os horizontes.

E todos se lembram igualmente de ti,
Desejando que aproveites a riqueza das horas na construção do bem
Para a doce morada de tua porvindoura alegria,
Porque, amanhã,
Estaremos todos novamente reunidos
No Lar da União Sublime,
Sem lágrimas e sem morte.
Scheila

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