Animais Marinhos - Corais




Corais são animais que se agrupam em colônias e sobrevivem graças a simbiose entre as microalgas presentes em seus pólipos que através da fotossíntese lhe fornecem energia em troca de abrigo e fixação. Permanecem em um único lugar por toda a sua vida.

Desenvolvem-se melhor em águas pobres em nutrientes, por serem mais límpidas e permitem a melhor penetração de luz, podendo formas recifes de grandes dimensões, um ecossistema com uma biodiversidade e produtividade extraordinárias.

Existem dois tipos de corais: os rígidos ou pedregosos, e os corais moles, como os fãs do mar e gorgônias. Somente corais duros formam os recifes.

O maior recife de coral vivo encontra-se na Grande Barreira de Coral, na costa da Austrália. Ele também é considerado o maior indivíduo vivo da Terra.

A maioria dos corais cresce em águas tropicais e subtropicais, mas podem pode-se encontrar colônias de corais até em águas frias, como ao largo da Noruega.

Cada colônia é constituída por milhões de pequenos pólipos de coral, que se sobrepõe formando uma estrutura maciça de carbonato de cálcio, resultante da sobreposição dos esqueletos das sucessivas gerações de pólipos.

Os pólipos são semelhantes a anêmonas minúsculas e, tal como elas, possuem tentáculos que usam para se defender e alimentar.

Podem reproduzir-se assexuadamente, contribuindo para o aumento do tamanho e para a continuidade da colônia, ou sexuadamente, dando origem a novas colônias.

Os recifes de coral podem ser continentais, aqueles que crescem próximos ao continente, ou oceânicos, que surgem em alto mar, geralmente associados a montanhas submarinas.

Dentro destas duas classes, existem três tipos de recifes: em franja, de barreira, ou atóis.

Sua formação geralmente começa pelas praias, estendendo-se até 400 metros mar adentro. Nesse estágio inicial, eles são batizados de franjas. Já as barreiras surgem quando a erosão das praias afasta o recife da beira-mar. É o caso da mais famosa dessas formações, a Grande Barreira de Corais, na Austrália, com 2 000 quilômetros de extensão. O atol, por sua vez, é como um anel, formado quando essas barreiras circundam alguma ilha que, também devido à erosão, deixa de existir.

Os recifes de coral têm vital importância para a manutenção do equilíbrio biológico, por servirem de abrigo para uma enorme diversidade de espécies de peixes, algas, crustáceos e outras criaturas marinhas que vivem e se reproduzem sob sua proteção. Eles também estão entre os mais ameaçados pela elevação da temperatura da Terra, pois o aquecimento dos mares pode levá-los à extinção.

Além de sofrerem ameaça pela presença do ser humano, geralmente ávido por uma lembrança de sua aventura no mar, os corais ainda sofrem outros tipos de ameaças.

  • Ameaças Naturais: Danos causados por eventos climáticos como o El Niño, ou chuva prolongada, ou frio, e predação. A estrela do mar coroa de espinhos é um predador que se alimenta de corais e, em certas circunstâncias, pode dizimar um recife de coral.
  • Poluição da Água: Poluentes tais como petróleo, gás ou pesticidas podem contaminar recifes de coral. Dejetos humanos ou de animais e fertilizantes que escoam para o oceano podem aumentar os níveis de nitrogênio na água, causando proliferação de algas e o sufocamento do recife. Lixo jogado no mar pode cobrir e envenenar os corais que deles se alimentam.
  • Sedimentação de partículas de poeira: Partículas  de terra e alguns poluentes podem privar os corais da luz de que tanto necessitam.
  • Desenvolvimento Costeiro e Turismo não monitorados: Construções em áreas costeiras e turistas desavisados, podem danificar corais e recifes de corais.
  • Pesca: A pesca onde se utiliza cianeto nos recifes para atordoar os peixes facilitando a sua captura; a pesca pesca com explosivos; e a pesca de arrasto, acabam danificando os corais, dentre outras coisas.
  • Mineração: O ser humano ainda remove Corais para vender parte deles como lembranças, jóias  ou mesmo para uso em estradas ou construção de tijolos.
  • Mudanças climáticas:  Os corais são sensíveis às mudanças de temperatura. Um aumento na temperatura da água pode causar graves consequências, como a descoloração do coral, onde as algas que vivem em simbiose nos pólipos são destruídas, deixando o coral susceptível a doenças como a peste branca.
  • Dióxido de carbono: O aumento de dióxido de carbono torna o esqueleto dos corais mais fracos, tornando-os mais vulneráveis.

Dentre as espécies mais ameaçadas de extinção, estão:

1. Coral Pérola - uma espécie que forma grande colônia e tem este aspecto de bolha. Durante o dia a superfície de toda a colônia é coberta por pequenas vesículas em formas de bolhas protuberantes. Elas se retraem quando sofrem distúrbios. Durante a noite, a colônia assume uma cor cinza opaca.

Coral Pérola -  Foto David Obura

2. Coral Horastrea - um coral que forma colônias hemisféricas e possuem um cor marrom-pálida preenchidos com discos cinza-azuis. Em função de sua raridade, pouco se sabe sobre esta espécie. 
Coral Horastrea -  Foto David Obura

3. Coral Cérebro - Os pólipos destes corais crescem ao longo de sulcos, em forma de circunvalações, que se assemelham às de um cérebro. No Oceano Índico, e ficou conhecido por seu sistema de digestão que permite a ele estender-se e absorver outros corais.

Coral Pérola -  Foto David Obura

4. Coral Elegante - esta espécie possuí pólipos com tentáculos tubulares que são verdes com pontas lilases e ainda com listras brancas em seu disco oral.

Coral Elegante - Foto Tim Wijgerde

5. Coral Chifre de Alce - este corais tem um cor amarelada e com pontas brancas nos galhos. Ele forma colônias extensas com cerca de 4 metros de comprimento e dois metros de altura. As bases têm 40 cm de grossura. São espécies de crescimento rápido, com colônias capazes de crescer 4 a 11 cm por ano. Antigamente dominavam os recifes de coral do Caribe, mas uma redução de 95% da população foi registrada nas últimas três décadas.


6. Elliptical Star Coral - Também conhecido como Coral Abacaxi é uma espécie de coral do Caribe e possui um formato esférico. Um estudo feito na Flórida demonstra uma queda de 75% desta espécie desde 1995. Ela é particularmente vulnerável a uma praga conhecida como praga branca, vista na primeira vez à década de setenta, podendo ser causada pela poluição, bactérias ou fungos.

Elliptical Star Coral

7. Travesseiro Espinhudo - As cores dos tentáculos vão desde esbranquiçado até o marrom, azul, cinza... com pontas rosadas ou brancas. Os pólipos individuais são pequenos, numerosos e possuem coloração marrom. Eles possuem ainda tentáculos que geralmente se estendem durante o dia coletando comida ao redor.

Travesseiro Espinhudo


8. Parasimplastrea sheppardi - É uma espécie pequena de coral, que é bastante colorida e vive encrustada sobre uma camada de substrato. Muito pouco se sabe sobre esta espécie. Ela tem uma distribuição limitada, encontrada principalmente ao longo da costa da Ásia Nordeste e Sudoeste Africano. Nestas regiões, ela vive em baixa profundidade e sofre com a alta exposição à atividade humana. Os pólipos carnudos são cercados por um coralite marrom e tem um centro verde.

Parasimplastrea sheppardi

9. Coral Pillar - Colônias desta espécies crescem em formato cilíndrico e podem alcançar 2 metros de altura. O aspecto cabeludo da espécie se deve aos tentáculos que geralmente são estendidos durante o dia. As colônias têm coloração marrom acinzentado ou verde oliva.

Coral Pillar


Salve o Oceano!
Assim, você estará salvando a si mesmo.



Mais Sobre Animais Marinhos
Tratado de Animais Selvagens - Zamir Sivino Cubas, Jean Carlos Ramos Silva, José Luiz Catão-Dias; Vol I e II


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