A Fábula do Porco-espinho




No ano de 1851, Arthur Schopenhauer em sua obra 'Parerga e Paralipomena' expõe a parábola do porco-espinho, mostrando de forma extremamente sagaz a sua ideia para a dinâmica das relações humanas.

Conta-se, que durante a era glacial, quando a Terra estava coberta por grossas camadas de gelo, muitos animais não resistiam ao frio intenso e morriam. A sobrevivência dependia de sua adaptação ao clima gelado.

Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, de forma que se agasalhavam e se protegiam mutuamente. O calor do corpo de um, aquecia o que estivesse mais próximo. E todos juntos, bem unidos, aqueciam-se mutualmente, sendo então capazes de enfrentar por mais tempo aquele inverno rigoroso.

Durante essa aproximação eles acabavam por se ferir com os espinhos alheios o que os obrigava a se afastarem provocando-lhes novamente frio por estarem distantes um do outro.

Afastados, separados, logo começaram a morrer congelados. Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos de seus companheiros.

Os que não morreram, pouco a pouco, voltaram a se aproximar, e juntos, aprenderam a conviver com as pequenas feridas que a relação com alguém muito próximo poderia causar. E assim sobreviveram! 


Moral da História
O melhor dos relacionamentos não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e admirar suas qualidades.


Amazing Grace



Em torno de 1750, John Newton era o comandante de um navio negreiro inglês. Os navios faziam o primeiro percurso de sua viagem da Inglaterra, quase vazios, até a costa africana. Lá os chefes tribais entregavam aos europeus as "cargas" compostas de homens, mulheres e crianças, capturados nas invasões e nas guerras entre as tribos. Os compradores selecionavam os espécimes mais finos, e os compravam em troca de armas, munição, licor, e tecidos. Os cativos eram levados à bordo, e preparados para o "transporte". Eram colocados lado a lado, fileira após fileira, uma após outra, até que a embarcação estivesse "carregada", normalmente com até 600 "unidades" de carga humana, e então acorrentados abaixo das plataformas para impedir suicídios.

Os capitães procuravam fazer uma viagem rápida, esperando preservar ao máximo a sua carga; contudo, a taxa de mortalidade era alta, normalmente 20% ou mais. Quando um surto de disenteria ou qualquer outra doença ocorria, os doentes eram jogados ao mar. Uma vez que chegavam ao Novo Mundo, os escravos eram negociados por açúcar e o melaço, para manufaturar o rum, que os navios carregariam de volta para a Inglaterra.

John Newton transportou muitas cargas de escravos africanos trazidos à América no século 18. No mar, em uma de suas viagens, o navio enfrentou uma enorme tempestade e afundou. Newton ofereceu sua vida à Cristo, achando que iria morrer. Após ter sobrevivido, ele se converteu e começou a estudar para ser pastor. Nos últimos 43 anos de sua vida ele pregou o evangelho em Olney e em Londres. Em 82, Newton disse: "Minha memória já quase se foi, mas eu recordo duas coisas: que eu sou um grande pecador, e que Cristo é meu grande salvador!"

No túmulo de Newton, lê-se:
"John Newton, uma vez infiel e libertino, um mercador de escravos na África, foi, pela misericórdia de nosso senhor e salvador Jesus Cristo, perdoado e inspirado a pregar a mesma fé que ele tinha se esforçado muitos por destruir."

O seu mais famoso testemunho continua vivo, no mais famoso das centenas de hinos que escreveu: Amazing Grace!




"Amazing Grace"

Amazing grace, how sweet the sound
That sav’d a wretch like me!
I once was lost, but now am found,
Was blind, but now I see.

’Twas grace that taught my heart to fear,
And grace my fears reliev’d;
How precious did that grace appear,
The hour I first believ’d!

Thro’ many dangers, toils and snares,
I have already come;
’Tis grace has brought me safe thus far,
And grace will lead me home.

The Lord has promis’d good to me,
His word my hope secures;
He will my shield and portion be,
As long as life endures.

Yes, when this flesh and heart shall fail,
And mortal life shall cease;
I shall possess, within the veil,
A life of joy and peace.

The earth shall soon dissolve like snow,
The sun forbear to shine;
But God, who call’d me here below,
Will be forever mine.
John Newton, Olney Hymns (London: W. Oliver, 1779)


"Sublime Graça"

Sublime graça! Como é doce o som,
Que salvou um miserável como eu!
Uma vez eu estava perdido, mas agora me encontrei.
Estava cego, mas agora eu vejo.

Foi sua graça que ensinou o temor a meu coração,
E foi sua graça aliviou meus medos;
Quão preciosa me foi essa graça,
No momento em que eu acreditei!

Através de muitos perigos, labutas e armadilhas,
Que enfrentei;
Foi sua graça que me trouxe em segurança até este momento,
E esta mesma graça vai me levar para casa.

O Senhor prometeu que seria bom para mim,
Sua palavra me enche de esperança;
Ela é meu escudo e será parte de mim,
Enquanto eu estiver vivo.

Sim, quando esta carne e coração falhar,
E a vida mortal, cessar,
Eu terei, ao meu alcance,
Uma vida de alegria e paz.

A terra em breve se dissolverá como a neve,
O sol deixará de brilhar;
Mas Deus, que me fez este chamado,
Será, para sempre, meu.
John Newton, Olney Hymns (London: W. Oliver, 1779)


Lição de Vida



Se a desilusão atingir sua alma,
Devastando seus sonhos e ofuscando novas possibilidades,
Pense na infinidade de caminhos que podem se abrir para você
Em apenas um dia, uma hora, um minuto...

Se a frustração acariciar friamente sua face,
Fazendo você cair diante dos obstáculos,
Olhe para trás e veja o quanto você já caminhou
E o quanto cresceu colhendo em cada trilha
Amigos sinceros, amores, experiências inesquecíveis...

Se as palavras de insulto e humilhação agredirem a sua integridade,
Lembre-se de que elas são frutos putrefatos da maldade e da inveja,
Vire-se e continue a caminhar
Sem dar ouvidos aos fracos de alma que as pronunciam:
Um dia eles entenderão porque são completamente sós...

Se a preocupação com os encargos do dia-a-dia tomar sua mente
E enfraquecer o seu corpo,
Despertando o nervosismo e o stress,
Olhe o horizonte e tente descobrir as saídas para os problemas
Ao invés de lamentar
E achar que eles são piores do que realmente são...

Se o vazio e a insegurança invadirem o seu peito,
Abra os braços, feche os olhos e repita:
"Eu posso voar!"

Você é capaz de tudo desde que acredite em si mesmo.
Saiba enxergar a felicidade nas pequenas coisas da vida,
Numa conversa com os amigos, na brincadeira com o cachorro,
Numa paquera em um barzinho
Ou no jogo de damas com seu avô...

Rotina é uma palavra que não existe,
Pois cada dia traz consigo pequenas surpresas
E cada pequeno gesto
Guarda uma imensa felicidade...

E depois de tudo isso,
Olhe para si mesmo
E veja o quanto você é especial!

Imagine o quanto pode fazer pelo mundo e pelas pessoas!
Valorize as suas qualidades
E tente corrigir seus defeitos,
O que é realmente difícil,
E saiba o quanto é privilegiado por poder caminhar,
Cair e aprender com os erros,
Por ser capaz de escrever uma história única, como nenhuma outra...
Pense nisso!

Ouse sonhar,
Pois os sonhadores veem o amanhã.

Ouse pedir um desejo,
Pois desejar abre caminhos para a esperança
E ela é o que nos mantém vivos.

Ouse buscar as coisas que ninguém mais pode ver.

Acredite na magia,
Pois a vida é cheia dela,
Mas, acima de tudo,
Acredite em si mesmo...
Porque dentro de você
Reside toda a magia da esperança,
Do amor
E dos sonhos de amanhã.
Autor Desconhecido



A ratoeira



Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali.

Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!

A galinha, disse:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato foi até o porco e lhe disse:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!

- Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.
Respondeu o porco.

O rato dirigiu-se então à vaca. Ela lhe disse:
- O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo?
Acho que não!

Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro.

Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima.
A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.
No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa.
E a cobra picou a mulher...

O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital.
Ela voltou com febre.

Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.
Então, o fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.

Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.

A mulher não melhorou e acabou morrendo.
Muita gente veio para o funeral.
O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.


Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se.
Quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.
O problema de um é problema de todos.
Autor Desconhecido


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