Pequeno Gafanhoto 2



- Mas se morre de tristeza?
Perguntou a menina, confusa.

- Morre-se e mata-se de tristeza.
Ele respondeu.

- A cada frase não dita.
A cada frase mal dita...
Um pouco de dor é criada.
E dor é alimento para a tristeza.

- Mas, então... Posso eu morrer dessa coisa que me consome?

- Ah, menina! Infelizmente sim.
Se deixar que o que se fala enraíze em seu coração.
Ouça, sem que aquilo seja a verdade que querem lhe impingir.
E seja mais forte que o caminho que percorre.

- Fui eu quem escolheu o caminho.
Sussurra a menina.
- E de certa maneira, sabia cada pedra que encontraria...
Cada raiz que me faria tropeçar...
E todos os muros que teria que escalar.

- O que importa isso?
Ele pergunta.
- Todos nós escolhemos nosso caminho.
E, nenhum caminho é reto, ou indolor.
Não é o caminho que nos transforma.
Somos nós que nos transformamos, apesar do caminho.
A tristeza existe e sempre existiu...
Mata, matou...
E vai continuar matando por todas as eras.
Mas, é você quem decide...
Ser triste ou não, é escolha!

Se você concentrar na pedra em que tropeçou, ela vira muralha.
Até mesmo uma poça da água pode ser rio intransponível,
Dependendo do seu olhar.

Olha pra frente, para o lugar onde quer chegar e sinceramente,
Deixe de acreditar no que dizem que você é ou não é.
Nem elogios, nem depreciações.

Você é aquilo que você crê ser.
E sendo assim,
A tristeza não pode fazer morada dentro do seu peito.
Se alimente daquilo que te faz bem e creia que:
Palavras, são só palavras
E somos nós que damos poder a elas.

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