Dois em Um

Juntos
Somos a música,
A poesia,
E a voz incessante do amor.

A construção do ideal,
A sonorização do nosso tempo.

Sem a delicadeza das flores
E a originalidade dos fatos
Penalizamos nossos sonhos
E negligenciamos o encanto do nosso amor,
Ferimos a alma,
Traumatizamos a beleza da nossa existência.

Na tomada de decisão dentro de um relacionamento afetivo,
Somos Dois em Um
Caminhando na mesma direção.
Terezinha Guimarães

Caminhos

Seja confiante, determinada,
Acredite que há espaço para todos
E mesmo nos momentos confrontando com a solidão
Existirá alguém de ordem superior que lhe fará companhia.

Tenha fé
E beba somente da água da vida que nunca mais terá sede.

Suba as montanhas
Mesmo que seja em pensamentos
E encontre consigo,
Faça a experiência da reflexão,
Escute seu coração
E avalie o que lhe dói
E o que precisa ser sarado,
O que você tem de importante
E o que precisa ser esquecido.

Viva as verdades.
É você é quem sabe das suas necessidades,
Saiba que o promissor das suas conquistas
Está condicionado ao modo de como você conduz seu viver.
Terezinha Guimarães

Entrelinhas da Vida


Saibamos utilizar o tempo para que ele seja suficiente
Para concretizarmos a beleza dos nossos sonhos.

Que não haja atropelamento e queimas de etapas
No processo do crescimento humano.
Tudo há seu tempo e em consonância entre
O Ter e o Ser,
O Dar e Receber,
Percebendo verdades e ternura
Nas entrelinhas da vida!
Terezinha Guimarães

Homenagem ao Dia das Mães

Eu ainda quase não resistia, mas já sabia o que era ser amado.
Me sentia protegido, tocado, abraçado...
E a cada dia,
Todos estes sentimentos pareciam aumentar ainda mais.
Com o tempo fui crescendo, crescendo,
Até chegar o dia de quem cuidava de mim com tanto carinho.

Mamãe,
A primeira palavra que aprendi a falar
E sem dúvida, a mais bonita de todas.

Nunca vou esquecer aquele sorriso quando cheguei ao mundo.
Você era tão jovem, tão bela,
Que logo eu me encantei.
Ali já sabia.
Eu tenho a melhor mãe do mundo.

Hoje eu sei que em todos esses anos fui responsável...
Por mudar sua rotina,
Seu humor,
E algumas preocupações,
E talvez até algumas rugas.
Mas nada que tenha tirado a sua beleza.
Aliás, era parece ser infinita.

Cheguei assim, meio de repente, do nada, sem pedir licença.
E por isso, peço que me desculpe.

Mas você era guerreira, lutou para me dar sempre o melhor.
Arregaçou as mangas para não deixar faltar nada.
Era incansável, corajosa, forte...
E acima de tudo, Mãe.

Quantas vezes eu já desapontei você.
Quantas vezes fiz manha, birra, ou tentei vencer pelo choro...
Mas você nunca desistiu de mim.
Pelo contrário, sempre estava lá,
Me dando conselhos, orientando, e, ás vezes até brigando...
Claro, tudo pelo meu bem.

Por isso, mais do que homenagear,
Eu gostaria de pedir desculpa.
Desculpa por não ter lhe ouvido,
E desculpa...
Por não poder expressar esse grande amor que sinto por você

Hoje, e por toda minha vida, eu vou rezar, vou lutar,
E pedir para que você tenha sempre o melhor que a vida oferece,
Assim, da mesma forma e com a mesma garra,
Que você fez por mim a vida toda.

Não porque Mãe só existe uma.
E sim,
Porque amor de Mãe é único.
Deivison Pedroza


O Cômico

"O olho vê apenas o que a mente está pronta para compreender".
(Henri Bergson)

Seja qual for a doutrina que nossa razão adote,
Nossa imaginação tem sua filosofia bem decretada:
Em toda forma humana
Ela percebe o esforço de uma alma que modela a matéria,
Alma infinitamente maleável,
Eternamente móvel,
Isenta da gravidade por não ser a terra que a atrai.

Essa alma comunica algo de sua leveza
Alada ao corpo que anima:
A imaterialidade assim transferida à matéria
É o que se chama de graça.

Mas a matéria resiste e se obstina.
Furta-se a ela,
E tudo faria para converter à sua própria inércia
E degenerar em automatismo
A atividade sempre desperta desse princípio superior.
Por ela esses movimentos inteligentemente variados do corpo
Seriam fixados em cacoetes insensatamente adquiridos,
Solidificadas em caretas duráveis
As expressões cambiantes da fisionomia,
Imprimindo, enfim, a toda pessoa,
Uma atitude que lhe dê a impressão de estar afundada e absorta
Na materialidade de alguma ocupação mecânica
Em vez de se renovar sem cessar
Ao contato de um ideal vivo,
Onde a matéria consiga assim
Adensar exteriormente a vida da alma,
Fixando-lhe o movimento.

Contrariando-lhe enfim a graça,
Ela obtém do corpo um efeito cômico.

Se quiséssemos, pois, definir aqui o cômico,
Por comparação com o seu contrário,
O contraste deveria ser mais com a graça do que com a beleza.
Trata-se mais de rigidez que de feiura.
Henri Bergson
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