Palavras ao Vento

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina, paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva, minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras, apenas
Palavras pequenas
Palavras

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva, minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras, apenas
Palavras pequenas
Palavras, momentos
Palavras palavras
Palavras palavras
Palavras ao vento

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva, minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras, apenas
Palavras pequenas
Palavras, momentos
Palavras palavras
Palavras palavras
Palavras ao vento
Palavras, apenas, apenas
Palavras pequenas
Palavras

Letra: Marisa Monte
Voz: Cassia Eller


Somewhere Out There

Em algum lugar,
Sob a pálida luz da lua,
Alguém está pensando em mim
E me amando nesta noite.

Em algum lugar,
Alguém faz uma prece
Para que nos encontremos
E nos alcancemos em algum lugar.

E mesmo que eu saiba, da distância que nos separa,
Ajuda pensar que podemos estar fazendo pedidos, a mesma estrela brilhante.
E quando o vento da noite começa a cantar, uma cantiga de solidão,
Ajudará a pensar que estamos dormindo, debaixo do mesmo e enorme céu.

Em algum lugar,
Se o amor nos ajudar,
Então vamos estar juntos.
Em algum lugar,
Aonde os sonhos, são reais.
James Ingram


O Sono


Tu queres sono: despe-te dos ruídos, e
dos restos do dia, tira da tua boca
o punhal e o trânsito, sombras de
teus gritos, e roupas, choros, cordas e
também as faces que assomam sobre a
tua sonora forma de dar, e os outros corpos
que se deitam e se pisam, e as moscas
que sobrevoam o cadáver do teu pai, e a dor
(não ouças)
que se prepara para carpir tua vigília, e os
cantos que
esqueceram teus braços e tantos movimentos
que perdem teus silêncios, o os ventos altos
que não dormem, que te olham da janela
e em tua porta penetram como loucos
pois nada te abandona nem tu ao sono.


A Poesia de Ana Cristina Cesar


Vão, partam,
Disse o pássaro,
O gênero humano não pode suportar tanto a realidade.

Reflexão de Liz Gilbert

Trecho do livro Comer Rezar e Amar de Elizabeth Gilbert

Quando se está perdido nessa selva, algumas vezes é preciso algum tempo para você se dar conta de que está perdido.
Durante muito tempo, você pode se convencer de que só se afastou alguns metros do caminho, de que a qualquer momento irá conseguir voltar para a trilha marcada.
Então a noite cai, e torna a cair, e você continua sem a menor ideia de onde está, e é hora de reconhecer que se afastou tanto do caminho que sequer sabe mais em que direção o sol nasce.

O que estava na raiz de todo aquele desespero?
Seria psicológico?
Culpa de mamãe e papai?
Seria apenas temporário, um “período difícil” da minha vida?
Seria genético?
Seria cultural?
Seria astrológico?
Seria artístico?
As pessoas criativas não sofrem sempre de depressão por serem ultrassensíveis e especiais?
Seria evolucionário?
Será que carrego comigo o pânico residual que vem de milênios de tentativas da minha espécie de sobreviver em um mundo brutal?
Seria cármico?
Será que esses espasmos de tristeza são apenas as conseqüências de um mau comportamento em vidas passadas, os últimos obstáculos antes da libertação?
Seria hormonal?
Nutricional?
Filosófico?
Sazonal?
Ambiental?
Será que eu estava experimentando uma ânsia universal por Deus?
Será que estava com um desequilíbrio químico?
Ou será que eu simplesmente precisava transar?

Que quantidade incrível de fatores constitui um único ser humano!
Em quantas camadas nós funcionamos, e que quantidade de influências recebemos de nossas mentes, corpos, histórias, famílias, cidades, almas e almoços!

Passei a ter a sensação de que minha depressão se devia provavelmente a uma combinação instável de todos esses fatores, e provavelmente também incluía algumas coisas que eu não saberia nem identificar nem explicar.
Então, passei a lutar em todas as frentes.

Se você tem a coragem de deixar para trás tudo que lhe é familiar e confortável...
(pode ser qualquer coisa, desde a sua casa aos seus antigos ressentimentos)
...e embarcar numa jornada em busca da verdade...
(para dentro ou para fora)
...e se você tem mesmo a vontade de considerar tudo que acontece nessa jornada como uma pista...
...e se você aceitar cada um que encontre no caminho como professor...
...e se estiver preparada, acima de tudo, para encarar...
(e perdoar)
...algumas realidades bem difíceis sobre você mesma…
então a verdade não lhe será negada.
Elizabeth Gilbert in Comer, Rezar e Amar

Aceitar e se Perdoar

Aceitar e se perdoar.
Reconhecer cada sentimento, aceitá-lo, perdoá-lo e então, finalmente, poder seguir em frente, tranquila e de cabeça erguida, em paz comigo mesma.

Trecho do livro Comer Rezar e Amar de Elizabeth Gilbert

No meu nono dia de silêncio, fui meditar certa tarde na praia na hora em que o sol estava se pondo e só tornei a me levantar depois da meia-noite.

Lembro-me de pensar:
“É isso aí, Liz.” Disse à minha mente: “Esta é a sua oportunidade. Mostre-me tudo que a está deixando triste. Mostre-me tudinho. Não esqueça nada.”

Um por um, os pensamentos e recordações de tristeza ergueram a mão e se levantaram, identificando-se.
Eu olhava para cada pensamento, para cada unidade de tristeza, reconhecia sua existência e sentia (sem tentar me proteger daquilo) sua terrível dor.

Então dizia àquela tristeza:
“Tudo bem, eu te amo. Eu te aceito. Agora entre no meu coração. Acabou.”
Eu realmente sentia a tristeza (como se ela fosse uma coisa viva) entrar no meu coração (como se este fosse um aposento de verdade).

Então dizia: “Quem é o próximo?”, e o pedacinho seguinte de dor surgia.
Eu o reconhecia, vivenciava-o, abençoava-o e convidava-o a entrar também no meu coração.

Fiz isso com cada pensamento triste que já havia tido – recorrendo a anos de memória – até não sobrar mais nada.

Então eu disse à minha mente:
“Agora mostre sua raiva para mim.

Um por um,
todos os incidentes de raiva da minha vida
foram surgindo e se apresentando.
Todas as injustiças, todas as traições, todas as perdas, todas as zangas.
Eu olhava para todas elas, uma por uma, e reconhecia sua existência.
Sentia cada pedacinho de dor de forma completa, como se estivesse acontecendo pela primeira vez, e então dizia:
“Agora entre no meu coração.
Lá você vai poder descansar.
Agora está tudo bem.
Acabou.
Eu te amo.”

Isso durou horas,
e eu oscilava entre dois poderosos polos de sentimentos contrários.
Durante um instante de tremenda intensidade,
vivenciava a raiva e,
em seguida,
era acometida por uma calma total
à medida que a raiva entrava no meu coração
como se passasse por uma porta,
deitava-se,
enroscava-se junto a suas irmãs
e desistia de lutar.

Então veio a parte mais difícil.
“Mostre para mim a sua vergonha”, pedi à minha mente.

Meu Deus, que horrores eu vi então.
Um desfile lamentável de todas as minhas falhas,
minhas mentiras,
meu egoísmo,
meu ciúme,
minha arrogância.

Mas não desviei os olhos de nada disso.
“Mostre para mim o seu pior”, falei.

Quando tentei convidar essas unidades de vergonha
para entrar no meu coração,
todas elas hesitaram diante da porta, dizendo:
“Não, você não quer que eu entre aí… então não sabe o que eu fiz?”

E eu dizia:
“Eu quero você, sim.
Até você.
Quero mesmo.
Até você é bem-vinda aqui.
Está tudo bem.
Você está perdoada.
Você faz parte de mim.
Pode descansar agora.
Acabou."

Quando tudo isso terminou, eu estava vazia.
Nada mais lutava em minha mente.

Olhei para dentro do meu coração,
para minha própria bondade,
e vi sua capacidade.
Vi que meu coração não estava cheio nem até a metade,
nem mesmo depois de ter acolhido e cuidado de todas aquelas espinhosas calamidades de
tristeza,
raiva
e vergonha.

Meu coração poderia facilmente ter acolhido e perdoado ainda mais.
Seu amor era infinito.

Percebi então como Deus ama todos nós e recebe todos nós,
e que não existe no universo
nem céu nem inferno,
a não ser, talvez, em nossas mentes aterrorizadas.
Porque se um único ser humano que fosse,
ferido e limitado,
podia vivenciar apenas um episódio assim
de perdão e aceitação absolutos de seu próprio ser...

Então imaginem, apenas imaginem!
O que Deus, em Sua eterna compaixão é capaz de perdoar e aceitar.
Elizabeth Gilbert in Comer, Rezar e Amar

Ame-se


“Estou com pânico de nunca mais conseguir dar um jeito na minha vida.”

Essas foram as primeiras palavras que Elizabeth Gilbert escreveu em seu diário quando estava na Itália. Ela se sentia fraca e com medo. Medo de que a Depressão e a Solidão nunca mais fossem embora...

De alguma forma, surgiu em seu interior, todas as certezas que ela sempre quis que outra pessoa lhe dissesse quando se sentia triste e só.
E ela, então, escreveu para ela mesma...

“Estou aqui.
Eu amo você.
Não me importo se você tiver de passar a noite inteira acordada chorando,
Eu fico com você.
Se você precisar dos remédios de novo, não tem problema, tome...
Eu vou amar você do mesmo jeito, se fizer isso.
Se você não precisar dos remédios, vou amar você do mesmo jeito.
Não há nada que você possa fazer para perder o meu amor.
Vou proteger você até você morrer,
E depois da sua morte vou continuar protegendo você.
Sou mais forte do que a Depressão
E mais corajosa do que a Solidão,
E nada nunca vai me desanimar.”
Elizabeth Gilbert in Comer, Rezar e Amar

Somente aprendendo a amar a nós mesmos,
estaremos prontos para poder amar ao próximo.

Ciclo de Vida


“A vida é um ciclo.
Quem cuida hoje amanhã, será cuidado”

A vida é feita de ciclos.
Cada vez que você termina um,
Começa outro.

A própria vida é um ciclo.
Nascer, crescer, procriar, adoecer, morrer...
E começar tudo outra vez.

E assim,
Seguimos nossas vidas,
Ciclo após ciclo.

Sempre teremos de lutar, enfrentar desafios,
Vitórias a comemorar,
E perdas para aprender.

A cada vitória,
A certeza de se fortalecer
Para enfrentar novos desafios.

A cada derrota,
A oportunidade de poder avaliar nossos atos,
E refletir sobre como melhorar.

É assim que crescemos,
É assim que aprendemos,
É assim que seguimos em frente.

Basta querer...
E estar atento a cada início
E fim de nossa jornada.

Pois não podemos estagnar diante dos desafios da vida,
Ou pedras e espinhos encontrados no caminho.
Cristina Corradi

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