Saci-Pererê

Hoje, além de se comemorar o Halloween, também é dia do Saci-Pererê, um dos personagens mais conhecidos do folclore brasileiro.

O Saci é representado pela figura de um menino negro de uma só perna que possui um gorro vermelho na cabeça e traz sempre um cachimbo na boca. Ele é um personagem que habita o imaginário popular brasileiro principalmente no interior do país onde ainda se mantém o hábito dos mais velhos, de contarem histórias aos mais jovens nas tranqüilas e claras noites de lua.

Muito brincalhão ele se diverte com os animais e com as pessoas. Ele é quem é responsável por fazer queimar o feijão, esconder objetos, jogar os dedais das costureiras em buracos, desamarrar os cordões dos sapatos para ver cair as pessoas, e diversas outras travessuras.

Segundo a lenda, os Sacis nascem em brotos de bambus, onde vivem sete anos e, após esse tempo, vivem mais setenta e sete para atentar a vida dos humanos e animais, depois morrem e viram um cogumelo venenoso ou uma orelha de pau.

Diz também a lenda que o Saci está nos redemoinhos de vento e pode ser capturado jogando uma peneira sobre os redemoinhos.

Após a captura, deve-se retirar o gorro vermelho para garantir sua obediência e prendê-lo em uma garrafa.


Vejam a história do Saci Pererê escrita por Monteiro Lobato

Tio Barnabé era um negro de mais de oitenta anos que morava no rancho coberto de sapé lá junto da ponte. Pedrinho não disse nada a ninguém e foi vê-lo. Encontrou-o sentado, com o pé direito num toco de pau, à porta de sua casinha, aquentando o sol.

- Tio Barnabé, eu vivo querendo saber duma coisa e ninguém me conta direito. Sobre o saci. Será mesmo que existe saci?

O negro deu uma risada gostosa e, depois de encher de fumo picado o velho pito, começou a falar:

- Pois, seu Pedrinho, saci é uma coisa que eu juro que existe. Gente da cidade não acredita – mas existe. A primeira vez que vi saci eu tinha assim a sua idade. Isso foi no tempo da escravidão, na fazenda do Passo Fundo, do defunto major Teotônio, pai desse coronel Teodorico, compadre de sua avó dona Benta. Foi lá que vi o primeiro saci. Depois disso, quantos e quantos!…

- Conte, então, direitinho, o que é saci. Bem tia Nastácia me disse que o senhor sabia, que o senhor sabe tudo…

- Como não hei de saber tudo, menino, se já tenho mais de oitenta anos? Quem muito vive muito sabe…

- Então conte. Que é, afinal de contas, o tal saci? E o negro contou tudo direitinho.

- O saci – começou ele – é um diabinho de uma perna só que anda solto pelo mundo, armando reinações de toda sorte e atropelando quanta criatura existe. Traz sempre na boca um pitinho aceso, e na cabeça uma carapuça vermelha. A força dele está na carapuça, como a força de Sansão estava nos cabelos. Quem consegue tomar e esconder a carapuça de um saci fica por toda a vida senhor de um pequeno escravo.

- Mas que reinações ele faz? – indagou o menino.

- Quantas pode – respondeu o negro.

– Azeda o leite, quebra a ponta das agulhas, esconde as tesourinhas de unha, embaraça os novelos de linha, faz o dedal das costureiras cair nos buracos. Bota moscas na sopa, queima o feijão que está no fogo, gora os ovos das ninhadas. Quando encontra um prego, vira ele de ponta pra riba para que espete o pé do primeiro que passa. Tudo que numa casa acontece de ruim é sempre arte do saci. Não contente com isso, também atormenta os cachorros, atropela as galinhas e persegue os cavalos no pasto, chupando o sangue deles. O saci não faz maldade grande, mas não há maldade pequenina que não faça. Disse Tio Barnabé.

- E a gente consegue ver o saci?

- Como não? Eu, por exemplo, já vi muitos. Ainda no mês passado andou por aqui um saci mexendo comigo – por sinal lhe dei uma lição de mestre…- Como foi? Conte…Tio Barnabé contou.

- Tinha anoitecido e eu estava sozinho em casa, rezando minhas rezas. Rezei, e depois me deu vontade de comer pipoca. Fui ali no fumeiro e escolhi uma espiga de milho bem seca. Debulhei o milho numa caçarola, pus a caçarola no fogo e vim para este canto pitar fumo pro pito. Nisto ouvi no terreiro um barulhinho que não me engana. "Vai ver que é saci!" – pensei comigo. E era mesmo.

Dali a pouco um saci preto que nem carvão, de carapuça vermelha e pitinho na boca, apareceu na janela. Eu imediatamente me encolhi no meu canto e fingi que estava dormindo. Ele espiou de um lado e de outro e por fim pulou pra dentro. Veio vindo, chegou pertinho de mim, escutou os meus roncos e convenceu-se de que eu estava mesmo dormindo.

Então começou a reinar na casa. Remexeu tudo, que nem mulher velha, sempre farejando o ar com o seu narizinho muito aceso. Nisto o milho começou a chiar na caçarola e ele dirigiu-se para o fogão. Ficou de cócoras no cabo da caçarola, fazendo micagens. Estava "rezando" o milho, como se diz. E adeus pipoca! Cada grão que o saci reza não rebenta mais, vira piruá.

- Dali saiu para bulir numa ninhada de ovos que a minha carijó calçuda estava chocando num balaio velho, naquele canto. A pobre galinha quase que morreu de susto. Fez cró, cró, cró… e voou do ninho feito uma louca, mais arrepiada que um ouriço-cacheiro. Resultado: o saci rezou os ovos e todos goraram.

- Em seguida pôs-se a procurar o meu pito de barro. Achou o pito naquela mesa, pôs uma brasinha dentro e paque, paque, paque… tirou justamente sete fumaçadas. O saci gosta muito do número sete.

- Eu disse cá comigo: "Deixe estar, coisa-ruinzinho, que eu ainda apronto uma boa para você. Você há de voltar outro dia e eu te curo".

- E assim aconteceu. Depois de muito virar e mexer, o sacizinho foi embora e eu fiquei armando o meu plano para assim que ele voltasse.

- E voltou? – inquiriu Pedrinho.

- Como não? Na sexta-feira seguinte apareceu aqui outra vez às mesmas horas. Espiou da janela, ouviu os meus roncos fingidos, pulou para dentro. Remexeu em tudo, como da primeira vez, e depois foi atrás do pito que eu tinha guardado no mesmo lugar. Pôs o pito na boca e foi ao fogão buscar uma brasinha, que trouxe dançando nas mãos.

- É verdade que ele tem as mãos furadas?

- É, sim. Tem as mãos furadinhas bem no centro da palma; quando carrega brasa, vem brincando com ela, fazendo ela passar de uma para o outra mão pelo furo. Trouxe a brasa, pôs a brasa no pito e sentou-se de pernas cruzadas para fumar com todo o seu sossego.

- Como? – exclamou Pedrinho arregalando os olhos.

– Como cruzou as pernas, se saci tem uma perna só?

- Ah, menino, você não imagina como saci é arteiro… Tem uma perna só, sim, mas quando quer cruza as pernas como se tivesse duas! São coisas que só ele entende e ninguém pode explicar. Cruzou as pernas e começou a tirar umas baforadas, uma atrás da outra, muito satisfeito da vida. Mas de repente, puf! aquele estouro e aquela fumaceira!… O saci deu tamanho pinote que foi parar lá longe, e saiu ventando pela janela fora.Pedrinho fez cara de quem não entende.

- Mas que puf foi esse? – perguntou.

– Não estou entendendo… É que eu tinha socado pólvora no fundo do pito – exclamou Tio Barnabé, dando uma risada gostosa.

– A pólvora explodiu justamente quando ele estava tirando a fumaçada número sete, e o saci, com a cara toda sapecada, raspou-se para nunca mais voltar.

- Que pena! – exclamou Pedrinho. – Tanta vontade que eu tinha de conhecer esse saci…

- Mas não há um só saci no mundo, menino. Esse lá se foi e nunca mais aparece por estas bandas, mas quantos outros não andam por aí? Ainda na semana passada apareceu um no pasto do seu Quincas Teixeira. E chupou o sangue daquela égua baia que tem uma estrela na testa.

- Como é que ele chupa o sangue dos animais?

- Muito bem. Faz um estribo na crina, isto é, dá uma laçada na crina do animal de modo que possa enfiar o pé e manter-se em posição de ferrar os dentes numa das veias do pescoço e chupar o sangue, como fazem os morcegos. O pobre animal assusta-se e sai pelos campos na disparada, correndo até não poder mais. O único meio de evitar isso é botar bentinho no pescoço dos animais.

- Bentinho é bom?

- É um porrete. Dando com cruz ou bentinho pela frente, saci fede enxofre e foge com botas-de-sete-léguas.
******

Não impressionado ficou Pedrinho com esta conversa que dali por diante só pensava em saci, e até começou a enxergar saci por toda parte. Dona Benta caçoou, dizendo:

- Cuidado! Já vi contar a história de um menino que de tanto pensar em saci acabou virando saci… Pedrinho não fez caso da história, e um dia, enchendo-se de coragem, resolveu pegar um. Foi de novo em procura do tio Barnabé.

- Estou resolvido a pegar um saci – disse ele – e quero que o senhor me ensine o melhor meio. Tio Barnabé riu-se daquela valentia.

- Gosto de ver um menino assim. Bem mostra que é neto do defunto sinhô velho, um homem que não tinha medo nem de mula-sem-cabeça. Há muitos jeitos de pegar saci, mas o melhor é o de peneira. Arranja-se uma peneira de cruzeta…

- Peneira de cruzeta? – interrompeu o menino – Que é isso?

- Nunca reparou que certas peneiras têm duas taquaras mais largas que se cruzam bem no meio e servem para reforço? Olhe aqui – e tio Barnabé mostrou ao menino uma das tais peneiras que estava ali num canto. – Pois bem, arranja-se uma peneira destas e fica-se esperando um dia de vento bem forte, em que haja rodamoinho de poeira e folhas secas. Chegada essa ocasião, vai-se com todo o cuidado para o rodamoinho e zás! – joga-se a peneira em cima. Em todos os rodamoinhos há saci dentro, porque fazer rodamoinhos é justamente a principal ocupação dos sacis neste mundo.

- E depois?

- Depois, se a peneira foi bem atirada e o saci ficou preso, é só dar um jeito de botar ele dentro de uma garrafa e arrolhar muito bem. Não esquecer de riscar uma cruzinha na rolha, porque o que prende o saci na garrafa não é a rolha e sim a cruzinha riscada nela. É preciso ainda tomar a carapucinha dele e a esconder bem escondida. Saci sem carapuça é como cachimbo sem fumo. Eu já tive um saci na garrafa, que me prestava muitos bons serviços. Mas veio aqui um dia aquela mulatinha sapeca que mora na casa do compadre Bastião e tanto lidou com a garrafa que a quebrou. Bateu logo um cheirinho de enxofre. O perneta pulou em cima da sua carapuça, que estava ali naquele prego, e "até logo, tio Barnabé!"

Depois de tudo ouvir com a maior atenção, Pedrinho voltou para casa decidido a pegar um saci, custasse o que custasse. Contou o seu projeto a Narizinho e longamente discutiu com ela sobre o que faria no caso de escravizar um daqueles terríveis capetinhas. Depois de arranjar uma boa peneira de cruzeta, ficou à espera do dia de São Bartolomeu, que é o mais ventoso do ano.

Custou a chegar esse dia, tal era a sua impaciência, mas afinal chegou, e desde muito cedo, Pedrinho foi postar-se no terreiro, de peneira em punho, à espera de rodamoinhos. Não esperou muito tempo. Um forte rodamoinho formou-se no pasto e veio caminhando para o terreiro.

- É hora! – disse Narizinho. – Aquele que vem vindo está com muito jeito de ter saci dentro.Pedrinho foi se aproximando pé ante pé e de repente, zás! – jogou a peneira em cima.

- Peguei! – gritou no auge da emoção, debruçando-se com todo o peso do corpo sobre a peneira emborcada.

– Peguei o saci!…A menina correu a ajudá-lo.

- Peguei o saci! – repetiu o menino vitoriosamente.

– Corra, Narizinho, e traga-me aquela garrafa escura que deixei na varanda. Depressa! A menina foi num pé e voltou noutro.

- Enfie a garrafa dentro da peneira – ordenou Pedrinho – enquanto eu cerco os lados. Assim! Isso!…

A menina fez como ele mandava e com muito jeito a garrafa foi introduzida dentro da peneira.

- Agora tire do meu bolso a rolha que tem uma cruz riscada em cima – continuou Pedrinho. – Essa mesma. Dê cá.

Pela informação do tio Barnabé, logo que a gente põe a garrafa dentro da peneira o saci por si mesmo entra dentro dela, porque, como todos os filhos das trevas, tem a tendência de procurar sempre o lado mais escuro. De modo que Pedrinho o mais que tinha a fazer era arrolhar a garrafa e erguer a peneira. Assim fez, e foi com o ar de vitória de quem houvesse conquistado um império que levantou no ar a garrafa para examiná-la contra a luz.

Mas a garrafa estava tão vazia como antes. Nem sombra do saci dentro…A menina deu-lhe uma vaia e Pedrinho, muito desapontado, foi contar o caso ao tio Barnabé.

- É assim mesmo – explicou o negro velho. – Saci na garrafa é invisível. A gente só sabe que ele está lá dentro quando a gente cai na modorra. Num dia bem quente, quando os olhos da gente começam a piscar de sono, o saci pega a tomar forma, até que fica perfeitamente visível. É desse momento em diante que a gente faz dele o que quer. Guarde a garrafa bem fechada, que garanto que o saci está dentro dela. Pedrinho voltou para casa orgulhosíssimo com a sua façanha.

- O saci está aqui dentro, sim – disse ele a Narizinho. – Mas está invisível, como me explicou tio Barnabé. Para a gente ver o capetinha é preciso cair na modorra – e repetiu as palavras que o negro lhe dissera.Quem não gostou da brincadeira foi a pobre tia Nastácia. Como tinha um medo horrível de tudo quanto era mistério, nunca mais chegou nem na porta do quarto de Pedrinho.

- Deus me livre de entrar num quarto onde há garrafa de saci dentro! Credo! Nem sei como dona Benta consente semelhante coisa em sua casa. Não parece ato de cristão.




Um Boato


Um Boato é uma espécie de enjeitadinho
Que aparece à soleira duma porta,
Num canto de muro,
Ou mesmo no meio d’uma rua ou d’uma calçada,
Ali abandonado não se sabe por quem;
Em suma,
Um recém-nascido de genitores ignorados.

Um popular acha-o engraçadinho,
Ou monstruoso,
Toma-o nos braços, nina-o,
Passa-o depois ao primeiro conhecido que encontra,
O qual,
Por sua vez,
Entrega o inocente ao cuidado de outro ou de outros.

E assim,
O bastardinho vai sendo amamentado de seio em seio
Ou melhor,
De imaginação em imaginação.

E em poucos minutos cresce,
Fica adulto…
Tão substancial e dramático é o leite da fantasia popular.

Começa a caminhar pelas próprias pernas,
A falar com a própria voz e,
Perdida a inocência,
A pensar com a própria cabeça desvairada.

Há um momento em que se transforma num gigante,
Maior que os mais altos edifícios da cidade,
Causando temores e, às vezes,
Até pânico entre a população,
Apavorando até mesmo aquele
Que inadvertidamente o gerou.
Érico Veríssimo

Labirinto


Estamos em um grande labirinto
Onde há somente uma saída.
Existem pontos que se dividem...
Nos vemos diante a uma encruzilhada.

Neste momento devemos escolher por onde seguir
E uma vez escolhido,
A volta não mais existe
Uma porta se fecha por onde antes passamos.

Assim é a vida,
Em certo momento
Escolhemos o caminho a tomar e seguimos em frente,
Assumindo as conseqüências de nossa escolha.

Nosso destino é traçado de acordo com essas escolhas
E teremos que aprender a viver com elas,
E, se possível,
Aprender com nossos erros e acertos.

Somos hoje o reflexo do que fomos ontem,
Somos hoje o que escolhemos para nós mesmos,
Ninguém, além de nós,
É responsável pelo que nos tornamos.

E uma vez encontrada a saída
Deixamos o labirinto...
E carregamos conosco somente o que aprendemos.
E nos tornamos parte do universo.
Cristina Corradi

Crise, Comportamento e Criatividade


Se você está confuso sobre a vida,
então está começando a compreendê-la.
Se você está começando a compreendê-la,
então está começando a mudá-la.

Durante milênios vivemos em nossa casa usufruindo tudo o que ela tinha de bom. Quando algo errado acontecia, quando algo quebrava e deixava de ser útil para nós, quando não entendíamos ou não queríamos lidar com algo estranho, ruim ou desagradável, na maioria das vezes, a solução que encontramos foi jogar estas “coisas” (materiais, mentais, emocionais, energéticas, espirituais) primeiro, pra baixo do tapete, e depois, para dentro do porão.

E assim foi por muito tempo. O porão foi o destino de uma infinidade de coisas, mas a partir de um determinado momento, começamos a perceber um desagradável odor que vinha do subsolo, mais exatamente, do porão. A princípio negamos, fingimos que não existia problema algum — logo passa, pensamos. Como não passou, tentamos contornar e camuflar o mau cheiro com perfumes, incensos e flores, mas a eficácia foi limitada. Então pensamos em blindar o porão, cimentando suas saídas e bordas, mas o odor transbordou por frestas invisíveis e ficou cada vez mais forte, até se tornar insuportável. Sem outra opção à, fizemos o que tínhamos que fazer — abrimos o porão, acendemos a luz e encaramos o trabalho de frente.

Quando observo a situação coletiva global que temos vivido ultimamente, com toda a desigualdade, exclusão, injustiça, preconceito, imaturidade, violência, corrupção, depressão e loucura vindo à tona do cotidiano, não consigo deixar de comparar com o mau cheiro que vem do porão. É, parece que chegou a hora de enfrentarmos a nossa sombra, individual, coletiva e global. Não temos mais como postergar ou fugir. Só abrindo o porão da inconsciência e enfrentando as nossas limitações de visão e comportamento que poderemos melhorar a nossa situação.

Os cientistas constataram que desde a década de 80 o Sol tem enviado mais luz para a Terra. Talvez seja este o fato externo que está nos ajudando a ver todos os nossos problemas com mais nitidez. Mas seja qual for a causa, o que importa mesmo é que estamos encarando o nosso porão como nunca fizemos antes. Por isso, sou fã da nossa humanidade. É sério, reconheço os problemas e a inconsciência, mas também reconheço q este trabalho nunca foi feito antes nesta escala e com esta intensidade. Isso é inédito em nosso planeta. Nunca mergulhamos tão profundamente em nossa sombra, nunca olhamos tão corajosamente para nós mesmos como estamos fazendo agora coletivamente, e nunca nos mobilizamos com tanto empenho para melhorar o nosso mundo, encontrar soluções, curar feridas abertas, reciclar o lixo consciencial e reorganizar as coisas. Isso é inegável.

Mas é verdade também que o trabalho é colossal, complexo, cansativo e provavelmente vai durar décadas. O stress, a desorientação, a depressão e o desconforto coletivo atual é um sintoma evidente disso. Temos ainda muito a compreender, muito a transformar e muito a curar do nosso passado ancestral. Mas esta cura está em curso, a transmutação está sendo processada em todos os níveis e numa velocidade sem precedentes. Estamos remexendo no porão, jogando fora velhos conceitos, velhas ideias, crenças, padrões. Estamos resgatando forcas abandonadas, redescobrindo qualidades esquecidas, limpando, desinfetando, desintoxicando e expurgando radicalmente tudo aquilo que não nos serve mais, tudo o que ficou obsoleto, tudo o que não faz mais sentido. A sombra, apesar de desconfortável, é uma fonte preciosa de sabedoria, e é ela quem vai nos ajudar a encontrar o caminho. Não há evolução possível sem aceitarmos a nossa sombra.

Felizmente, existe hoje uma verdadeira avalanche de pessoas, organizações, coletivos, movimentos, empreendimentos, iniciativas e startups bem intencionadas e que trabalham a favor da conscientização, da harmonização, da cura e da evolução individual e coletiva do planeta. A essas pessoas, quero dedicar minha eterna gratidão. Acho que precisamos temperar o nosso espírito crítico, que nunca esteve tão alerta e ativo, com gratidão e reconhecimento. Quando estamos em crise, excesso de autocrítica e autodepreciação não ajudam na cura. Autoconsciência sim, generosidade sempre. Acredito e escolho a evolução pelo amor, não pela dor, e esta pode ser uma escolha de todos nós.


Enfim, estamos diante de um processo irreversível e agora só nos resta aprender a lidar com ele. Não tem volta, o tsunami está aí, por isso é melhor aprendermos a surfar logo, e bem, para podermos curtir a jornada.

Vai Garoto


Vai garoto, continue sua caminhada...
Comece retirando as pedras

E em seu lugar…
Coloque flores,
São elas que vão lhe indicar o caminho de volta para você mesmo.

Enxugue todas as lágrimas
Que insistem em rolar no seu rosto
E busque bem lá no fundo
O seu verdadeiro Eu.

Resgate, com afinco,
Aquele menino perdido pelo caminho,
Aquele de sorriso fácil e sonhos sem limites,
Que te ensinou a amar
E a olhar para as pessoas e para o mundo com carinho.

Agora é chegada a hora de buscar o descanso da alma,
Desatar todos os nós
E trazer de volta a face um brilho que é só seu!

Não desista, menino,
Dos sonhos e das promessas de outrora…
Revire, remexa, procure, insista…
Eles estão todos guardados,
Dentro de você,
E saiba que por direito,
Eles são seus!
Erick Tozzo


A Nova Consciência


A consciência se manifesta de diferentes formas
E todas as formas são expressões da mesma consciência
Que é divina em toda a sua essência

O propósito das consciência é se expandir
E a única forma de se faze-la é conhecendo a si mesmo
Através das milhões de formas que ela se manifesta

A consciência é Luz
Toda manifestação que não é Luz, é inconsciência

E o mundo é formado por dualidades
Luz e Escuridão;
Consciência e Inconsciência;
Amor e Egoísmo.


Para expandir a consciência é essencial realizar ações inconscientes
E aprender com elas.
A isso, damos o nome de Karma.

A vida é um fluir energético
Tudo esta em uma continua troca constante,
A Impermanência.

Tudo esta em evolução
A consciência evolui para aperfeiçoar a si mesma.

Não existe erros,
Não existe maldade,
Somente existe inconsciência que se torna consciente.

Tudo é perfeito da forma que é,
Tudo tem uma razão de ser,
Um porque e um para que.

A consciência utiliza o Egoísmo como ferramenta
Para tomar consciência de sua própria Luz.

Nos, Seres Humanos, temos nos identificado como egoístas
Durante milhões de anos, milhões de reencarnações.
Acreditamos que somos o Ego, o Eu,
Quando na realidade,
Somos consciência Divina.

Temos duvidado de nossa essências, nossa forca,
Ao nos desconectar de nossa fonte,
E com isso, perdido nosso poder.

O mundo exterior é um claro reflexo de nosso mundo interior.
Por isso, não devemos tentar mudar o mundo a nossa volta,
E sim, a nos mesmos.

Para recuperar nossa essência, nosso poder,
Devemos deixar de pensar no “Eu”.
O Egoísmo é somente uma ferramenta.
O Ego são seus pensamentos, seus sentimentos,
E sua identificação com o seu Eu.

Você não é seu Ego, você é um Ser.
Renda-se ao que você é,
Deixe-se levar ao que você é,
Aceite o que vier em sua vida, sem resistência,
Porque toda experiência vivida,
Boa ou má, é que vão te ajudar a crescer,
Dar um impulso em seu consciente.

A única coisa que você tem a fazer é Viver,
Nada mais.

A Vida te fará amadurecer.
Tudo depende de seu grau de consciência,
Do seu nível de evolução.

Não existem coisas boa ou más,
Tudo é Permitido.
Não existem erros ou más intenções,
Não há lugar para Culpa ou Arrependimento,
Porque somente existe Inconsciência que se torna Consciente.

Uma nova Terra esta sendo criada,
A Humanidade está despertando,
E estamos esperando por isso há milhões e milhões de anos.

Para viver este salto quântico,
Não é necessário fazer nada,
Simplesmente deixar-se levar pela vida,
Tomando consciência de nossas experiências.

Deixe-se levar...
Viva o Aqui e o Agora...
Deixe que tudo aconteça.

A existência é perfeita...
Aceite o que vier em sua vida.
Isso é que impulsiona a consciência e te faz crescer.

Abra suas asas e viva em total liberdade.
Observe, deixe-se levar, experimente, viva!

Somos uma nova consciência.

Há Algo de Grandioso Acontecendo no Mundo


Trago aqui um texto de Gustavo Tanaka que deve fazer você parar e refletir sobre sua própria vida.

“Ainda não nos demos conta de algo extraordinário que está acontecendo.
Há alguns meses, me descolei da sociedade, me libertei das amarras e medos que me prendiam ao sistema. E desde então, passei a ver o mundo sob uma diferente perspectiva. A perspectiva de que tudo está se transformando e a maioria de nós sequer se deu conta disso.

Por que o mundo está se transformando? Nesse post vou listar os motivos que me levam a acreditar nisso.

1- Ninguém aguenta mais o modelo de emprego
Cada um está chegando no seu limite. Pessoas que trabalham em grandes corporações não aguentam mais seus empregos. A falta de propósito começa bater à porta de cada um como um grito de desespero do peito.
As pessoas querem sair. Querem largar tudo. Veja quantas pessoas tentando empreender, quantas pessoas tirando períodos sabáticos, quantas pessoas estão em depressão no trabalho, quantas pessoas em burnout.

2- O modelo do empreendedorismo também está mudando
Há alguns anos, com a explosão das startups, milhares de empreendedores correram para suas garagens para criar suas ideias bilionárias. A glória dos empreendedores era conseguir um investidor. Grana do investidor na mão era praticamente a taça da copa do mundo.
Mas o que acontece quando você recebe um aporte de investidor?
Você volta a ser um funcionário. Você tem pessoas que não estão alinhadas com seu sonho, que não estão nem aí para seu propósito e tudo passa a girar em função do dinheiro. O retorno financeiro passa a ser o principal driver.
Muita gente está sofrendo com isso. Excelentes startups começaram a patinar porque o modelo de buscar dinheiro nunca tem fim.
É preciso uma nova forma de empreender. E tem muita gente boa já fazendo isso.

3- O surgimento da colaboração
Muita gente já se ligou que não faz sentido ir sozinho. Muita gente já acordou para essa loucura que é a mentalidade do “cada um por si”.
Pare e pense friamente. Não é um absurdo, nós que somos 7 bilhões de pessoas vivendo no mesmo planeta, nos separarmos tanto? Que sentido faz, você e as milhares (ou milhões) de pessoas que vivem na mesma cidade virarem as costas umas para as outras? Cada vez que começo e pensar nisso, fico até desanimado.
Mas felizmente as coisas estão mudando. Todos os movimentos de economia colaborativa estão apontando nessa direção. A direção da colaboração, do compartilhamento, da ajuda, de dar as mãos, da união.
E isso é lindo de se ver. Até emociona.

4- Estamos começando finalmente a entender o que é a internet
A internet é uma coisa incrivelmente espetacular e somente agora, depois de tantos anos, estamos conseguindo entender o seu poder. Com a internet, o mundo se abre, as barreiras caem, a separação acaba, a união começa, a colaboração explode, a ajuda surge.
Alguns povos fizeram revoluções com a internet, como a Primavera Árabe. Aqui no Brasil estamos começando a usar melhor essa ferramenta magnífica.
A internet está derrubando o controle de massa. Não tem mais televisão, não tem mais uns poucos jornais dando as notícias que querem que a gente leia. Cada um vai atrás daquilo que quer. Cada um se une com quem quiser. Cada um explora o que quiser explorar.
Com a internet, o pequeno passa a ter voz. O anônimo passa a ser conhecido. O mundo se une. E o sistema pode quebrar

5- A queda do consumismo desenfreado
Por muitos anos fomos manipulados, estimulados a consumir como loucos. A comprar tudo que era lançado, a ter o carro mais novo, o primeiro iphone, as melhores marcas, muita roupa, muito sapato, muito muito, muito tudo.
Mas as pessoas já começaram a sacar que isso tudo não faz sentido. Movimentos como o lowsumerism, slow life, slow food, começam a aparecer pra mostrar que nos organizamos da forma mais absurda possível.
Cada vez menos gente usando carro, cada vez menos pessoas comprando muito, cada vez mais gente trocando roupas, doando, comprando usado, dividindo bens, compartilhando carros, apartamentos, escritórios.
A gente não precisa de nada disso que falaram que a gente precisava.
E essa consciência quebra qualquer empresa que vive do consumo desenfreado.

6- Alimentação saudável e orgânica
A gente era tão louco que aceitou comer qualquer lixo. Era só ter um sabor gostoso na língua que beleza.
A gente era tão desconectado, que os caras começaram a colocar veneno na nossa comida e a gente não falou nada.
Mas aí um pessoal começou a acordar e começaram a dar força pro movimento de alimentação saudável, de consumo de orgânicos.
E isso vai ganhar força.
Mas o que que isso tem a ver com economia e trabalho? Tem tudo a ver!
A produção de alimentos é a base da nossa sociedade. A indústria alimentícia é uma das principais do mundo. Se a consciência muda, se nossa alimentação muda, a forma de consumo muda, e as grandes corporações precisam acompanhar essas mudanças.
O pequeno produtor está voltando a ter força. As pessoas começando a plantar sua própria comida também.
E isso muda toda a economia.

7- Despertar da espiritualidade
Quantos amigos você tem hoje que fazem yoga? E meditação?
Quantas pessoas faziam isso 10 anos atrás?
A espiritualidade por muitos anos era coisa do pessoal do esoterismo. Era coisa de gente esquisita do misticismo.
Mas felizmente isso está mudando. Chegamos no limite da nossa racionalidade. Pudemos perceber que só com a mente racional não conseguimos entender tudo que se passa aqui. Tem mais coisa acontecendo e eu sei que você quer entender.
Você quer entender como essas coisas que acontecem aqui funcionam. Como a vida opera, o que rola depois da morte, o que é essa parada de energia que tanto falam, que que é física quântica, como é que os pensamentos podem se materializar e criar nossa realidade, o que são as coincidências e sincronicidades, por que quem medita é mais tranquilo, como é possível curar com as mãos, e essas terapias alternativas que a medicina não aprova, mas funcionam?
Empresas promovendo meditação aos funcionários. Escolas ensinando meditação para crianças.

8- Movimentos de desescolarização
Quem criou esse modelo de ensino? Quem escolheu as matérias que você precisa estudar? Quem escolheu os temas que são estudados nas aulas de história? Por que não nos ensinaram sobre outras civilizações antigas?
Por que uma criança deve aprender a obedecer regras? Por que ela deve assistir a tudo em silêncio? Por que ela deve vestir uniforme?
Prestar uma prova para provar que você aprendeu?
Criamos um modelo que forma seguidores do sistema. Que prepara pessoas para serem seres humanos ordinários e medianos.
Mas felizmente também, tem muita gente trabalhando para mudar isso. Movimentos de desescolarização, hackschooling, homeschooling.

Talvez você nunca tenha pensado nisso e esteja em choque com o que estou colocando aqui.
Mas tudo isso está acontecendo.
Silenciosamente, as pessoas estão acordando, se dando conta da loucura que é viver nessa sociedade.

Olhe para todos esses movimentos e tente pensar que tudo está normal.
Eu acho que não está.
Há algo de muito extraordinário acontecendo no mundo.”

As Sete Leis Espirituais do Sucesso


Qualquer coisa que desejamos pode ser criada, pois as mesmas leis que a natureza utiliza para criar uma galáxia, um planeta, um corpo humano, podem realizar nossos desejos mais profundos.

As Sete Leis Espirituais do Sucesso de Deepak Chopra sugerem que nos concentremos em uma lei a cada dia da semana.

Pergunte-se diariamente
"Como posso servir?"

Domingo - Lei da Potencialidade Pura

· Reserve um momento do dia para ficar só e fazer uma meditação silenciosa.
· Reserve um período do dia para comungar com a natureza.
· Pratique diariamente o preceito: "Hoje não julgarei nada".

Segunda - Lei da Doação

· Ofereça sempre algo às pessoas com quem tiver contato (cumprimento, pensamento positivo, oração, benção).
· Agradeça as dádivas oferecidas pela vida, como a beleza da natureza e tenha abertura para continuar recebendo-as. Deseje em silêncio, toda vez que entrar em contato com alguém, que tenha uma vida próspera e feliz.

Terça - Lei do Karma

· Observe sempre as escolhas que vai fazer e se pergunte: Quais serão as conseqüências dela para mim e para os outros?
· Peça orientação ao seu "coração", ele é muito intuitivo.

Quarta - Lei do Mínimo Esforço

· Aceite pessoas e fatos como se manifestarem.
· Não se volte contra o Universo lutando contra o presente.
· Seja responsável pelas situações e não culpe ninguém.
· Desista de impor sua opinião aos outros.
· Tenha abertura a todos os pontos de vista e não se prenda a nenhum.

Quinta - Lei da Intenção e do Desejo

· Faça uma lista de todos os seus desejos. Olhe para ela antes de meditar e, também, antes de dormir e ao acordar.
· Libere a lista de seus desejos no plano cósmico, que tem desígnios maiores para você do que possa conceber.
· Confie.
· Esteja consciente do momento presente.

Sexta - Lei do Desapego

· Comprometa-se com o desapego.
· Dê a si próprio e aos outros a liberdade de ser o que é.
· Participe de tudo, mas com envolvimento distanciado.
· Saiba que, estando disponível para aceitar a incerteza, a solução virá do próprio problema.
· Tenha abertura para uma infinidade de escolhas, experimentando toda a magia, mistério e aventura da vida.

Sábado - Lei do Propósito de Vida

· Nutra, com amor, a divindade que habita em você.
· Tenha consciência da atemporalidade, do ser eterno.
· Faça uma lista de seus talentos únicos e do que adora fazer, e saiba que, quando os põe a serviço da humanidade, cria abundância na sua vida e na de outras pessoas.


Las 7 leyes espirituales del éxito from Camino al Despertar on Vimeo.

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