Às vezes, o coração precisa de tempo para aceitar o que a mente já sabe

A vida é um misto de admiração e, ao mesmo tempo, de indagação.
A sensação é de que há uma significativa distância entre a mente e o coração.
O pensamento mostra com nitidez, o coração nem sempre assimila.
É algo que faz pensar: a mente e o coração não estão em sintonia?

Compreender com o intelecto não é tão exigente.
A inteligência é um dom presente em todos.
Alguns têm mais facilidade numa área, outros são melhores em outra dimensão.
O coração, no entanto, parece indomável, autônomo, inquieto.
Nem sempre o emocional atende aos sinais e indicativos da racionalidade.
É possível imaginar que o coração necessite de um tempo maior, para compreender o que parece ser óbvio.
Não são poucas as vezes que a afetividade reúne esperanças, justamente lá onde as evidências demonstraram totalmente o contrário.

O coração quer sempre tentar mais uma vez, acreditar só mais um pouco, dar outra chance.
A mente tem mais facilidade para apreender e aceitar.
O coração é quase sempre desobediente.
O equilíbrio entre razão e emoção advém da maturidade.
Nem mesmo a idade é capaz, por si só, de proporcionar a verdadeira compreensão dos fatos.
Os laços que poderiam ser entrelaçados, uma vez que outra, deixam os dias sem opções, quando não provocam até algumas decepções.
Dar tempo ao coração para que ele assimile o que a mente já deduziu é uma atitude louvável.
A dificuldade, nessa velocidade que envolve a todos, é firmar o passo no compasso, espantando a pressa, acalmando o coração.
Imagem: Daniel F Gerhartz


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