Não dá para obrigar ninguém a ficar, mas dá para abrigar quem fica






São tantas chegadas e partidas, que nem sempre o essencial é evidenciado.
Os dias se misturam com a velocidade.
Até os sentimentos andam um tanto fragilizados.
O que nasceu para ser eterno não pode ficar à mercê da instabilidade.
No entanto, é importante dar-se conta de algumas evidências.
Há sinais que podem direcionar ou provocar outros entendimentos.
O certo é que ninguém permanece por muito tempo se for obrigado a ficar.

Talvez a melhor atitude seja abrigar quem decidiu ficar

Há uma longa distância entre o que foi idealizado e o que se apresenta realmente.
Para melhor perceber e valorizar o que está sob os olhos é necessário desfazer-se de algumas idealizações.
Há uma exigência elevada, quando se trata de dar contornos aos sonhos.
Os sonhos não deveriam ter tamanho, apenas intensidade.
Tudo seria mais fácil.
Incluir o cotidiano nas idealizações é uma das condições para tentar visualizar o que pode fazer a diferença.
Nenhuma relação perde o brilho com o passar do tempo.

A não ser que se deixe de lado o exercício de abrigar continuamente quem sempre vivenciou a fidelidade.
Há muita gente misturando a busca por novidade com o valor do que já faz parte das escolhas.
A ansiedade tem desestruturado o que poderia continuar inspirando felicidade.
Nem tudo o que está na vitrine é de melhor qualidade, em relação ao que já foi adquirido.
A insatisfação precisa de um certo controle.

Algumas asas podem ser cortadas.
Voos rasantes também são significativos.
Ninguém se arrepende de abrigar quem decidiu permanecer.

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