A vida tem o sabor do aprendizado

A vida tem o sabor do aprendizado.
Tudo passa pela capacidade de assimilação.
Ser capaz de construir um experimento em cada situação, não é tarefa fácil.
Talvez seja a parte mais exigente dos dias.
No entanto, a vida aguarda por tais momentos.
São eles que aumentam o fascínio, inspiram segurança e provam a persistência.
Aprender com os fracassos é como eternizar uma lição que fora decorada e detalhadamente ensaiada.

Ninguém nasceu para fracassar.
Acontece que a vida é feita de escolhas.
A intuição pode ajudar.
Porém, uma minuciosa análise da realidade, com seus pontos fortes e fracos, não pode ser dispensada.
Ganhos e perdas devem subir à balança e permitir uma séria e prolongada reflexão.
Agir sem pensar, pode favorecer a derrota.

O conhecimento traz à tona as variáveis que descortinam o universo da complexidade.
Fracassar não é o fim.
Muitas vezes é o começo de algo mais sensato, um tanto sereno e bem próximo da realidade.
Dar o passo maior do que a perna, deixa de ser um ditado popular para se tornar uma orientação, válida em todas as estações.
Não convém sentir vergonha diante do fracasso.
Evidente que algo estranho invade a mente e o coração.

É necessário, no entanto, erguer a cabeça e dar conta de reunir o que sobrou para continuar apostando.
Transformar o fracasso em aprendizagem requer uma boa dose de humildade.
O orgulho não admite perdas.
Somente quem aceita suas próprias limitações, apesar das boas intenções, será capaz de dar um novo rumo, em busca de um final feliz.
Aprender sempre é um jeito criativo de viver.
Imagem: Daniel F Gerhartz

Pessoas

Pessoas feridas ferem pessoas;
Pessoas curadas curam pessoas;
Pessoas amadas amam pessoas;
Pessoas transformadas transformam pessoas;
Pessoas chatas chateiam pessoas;
Pessoas amargas amargam pessoas;
Pessoas santas santificam pessoas.
Quem eu sou interfere diretamente naqueles que estão ao meu redor.
Autor desconhecido
Imagem: Aphrodite by Franflow



Apaixonada


Apaixonada,
saquei minha arma,
minha alma,
minha calma,
só você não sacou nada.


Imagem: Sierra by Franflow


O Rosto Atrás do Rosto

À frente do rosto dele estava um outro rosto desconhecido. 
E o outro rosto não se movia.

Então ele viu o outro rosto. E era lindo, o outro rosto.
Ele ficou olhando, encantado com tanta beleza.
Mas o outro rosto não se movia.

Era tão bonito o outro que ele não resistiu à tentação de tocá-lo.
Talvez não devesse, pensou.
Quando pensou, já era tarde demais.
Tinha estendido a mão para tocar devagarinho na pele do outro rosto.
Deslizou as pontas dos dedos pela pele macia do outro rosto.
O outro rosto não se movia.

Tão bonito, o outro rosto sob seus olhos e tão macia a pele do outro rosto sob seus dedos, que num impulso aproximou ainda mais seu próprio rosto. 
Tão próximo agora que conseguia sentir seu próprio hálito, como um vento miúdo fazendo esvoaçar os cabelos finos, perfumados, da cabeça do outro rosto.
Mas o outro rosto não se movia.

Com toda a suavidade que era capaz, e era muita, tomou entre as mãos o outro rosto e foi aproximando sua boca da boca do outro rosto.
Até seus lábios tocarem nos lábios do outro rosto, à espera de que a saliva da própria boca umedecesse também a boca daquele outro rosto.
Com a ponta da língua, tentou abrir lentamente uma brecha entre os lábios do outro rosto.
Os lábios do outro rosto estavam secos e não se abriam.
E o outro rosto continuava sem se mover.

Mordeu então a boca do outro rosto.
Primeiro de leve, depois mais forte.
Cada vez mais faminto, arrancando pedaços de uma maçã vermelha.
Mordeu os lábios, o queixo, e também as faces e o nariz e os olhos do outro rosto.
Com doçura, com paixão, com ansiedade e fúria.
Mas o outro rosto não se movia.

Da mesma forma como tinha aproximado do seu o outro rosto, afastou-o com as duas mãos iradas.
Uma das mãos segurou com força os cabelos finos, perfumados, enquanto a outra erguia-se para esbofeteá-lo uma, duas, várias vezes.
Um fio de sangue escorreu do canto da boca do outro rosto.
Que mesmo assim, não se movia.

Então apanhou a navalha que trazia no bolso.
Um click seco libertou a lâmina.
E num golpe veloz, num único gesto, com todo ódio que era capaz, e era muito, cortou a pele macia do outro rosto.
E o outro rosto, lavado de sangue, ainda assim não se movia.

Então apanhou a pedra que trazia no bolso.
Ergueu-a no ar e com um golpe duro bateu na boca do outro rosto, para quebrar- lhe os dentes.
Os cacos escorreram pelos cantos da boca, pedras num rio de sangue.
Cortado, os dentes quebrados: o outro rosto não se movia.

Então apanhou o estilete agudo que trazia no bolso.
E com um golpe preciso, furou os dois olhos do outro rosto.
Cortado, dentes quebrados, olhos vazados: e não - o outro rosto não se movia.

Afastou o próprio rosto e contemplou novamente o outro rosto.
Embora destruído, o que restava do outro rosto continuava belo, e ainda imóvel, e também indecifrável.
Então percebeu: o outro rosto não era um rosto vivo.
O outro rosto era uma máscara morta sobre um outro rosto vivo. 

Estendeu as duas mãos e arrancou a máscara do outro rosto.
Por trás da máscara, por baixo do outro rosto estava o rosto dele mesmo.
Inteiro e sem ferimento algum, o rosto dele mesmo.
E era lindo, o próprio rosto vivo por trás da máscara morta do outro rosto.

Ele ficou olhando o próprio rosto.
Ele estendeu as mãos e tocou o próprio rosto com todo carinho - e eram hirto, esse carinho - que era capaz.

Foi então que o próprio rosto - que não era o outro rosto nem o rosto de outro, mas sim o próprio rosto vivo por trás da máscara morta de outro rosto - finalmente começou a se mover.

E disse:
Mais nítido que as ruas sujas, reata o hexagrama das cores do arco-íris suspenso no céu.

Caio Fernando Abreu - O Estado de S. Paulo, 22/10/1986

Sábado tem cheiro de cera e pão de queijo


Sábado, para mim, tem cheiro de cera e pão de queijo.

Quando eu era menino, minha casa era de assoalho e aos sábados, minhas irmãs, arrumavam a casa e passavam cera, enquanto minha mãe fazia deliciosos pães de queijo e o almoço.
Um cheiro maravilhoso que não esqueço jamais.

Minha mãe gritava:
- “Meninos, vão brincar lá fora! ”

Tínhamos que ficar no quintal ou na rua até que a casa estivesse pronta.
A recompensa era um pão de queijo quentinho, perfeito e uma casa brilhante e cheirosa.

Também era dia de escutar música em alto volume na vitrola, daquelas que a tampa era a caixa acústica.
Minha irmã tinha um compacto do Tim Maia.
De um lado “Azul da cor do mar” e do outro “Primavera”.

Era um dia muito bom e éramos uma família feliz.
Adilson Nogueira

Às vezes, o coração precisa de tempo para aceitar o que a mente já sabe

A vida é um misto de admiração e, ao mesmo tempo, de indagação.
A sensação é de que há uma significativa distância entre a mente e o coração.
O pensamento mostra com nitidez, o coração nem sempre assimila.
É algo que faz pensar: a mente e o coração não estão em sintonia?

Compreender com o intelecto não é tão exigente.
A inteligência é um dom presente em todos.
Alguns têm mais facilidade numa área, outros são melhores em outra dimensão.
O coração, no entanto, parece indomável, autônomo, inquieto.
Nem sempre o emocional atende aos sinais e indicativos da racionalidade.
É possível imaginar que o coração necessite de um tempo maior, para compreender o que parece ser óbvio.
Não são poucas as vezes que a afetividade reúne esperanças, justamente lá onde as evidências demonstraram totalmente o contrário.

O coração quer sempre tentar mais uma vez, acreditar só mais um pouco, dar outra chance.
A mente tem mais facilidade para apreender e aceitar.
O coração é quase sempre desobediente.
O equilíbrio entre razão e emoção advém da maturidade.
Nem mesmo a idade é capaz, por si só, de proporcionar a verdadeira compreensão dos fatos.
Os laços que poderiam ser entrelaçados, uma vez que outra, deixam os dias sem opções, quando não provocam até algumas decepções.
Dar tempo ao coração para que ele assimile o que a mente já deduziu é uma atitude louvável.
A dificuldade, nessa velocidade que envolve a todos, é firmar o passo no compasso, espantando a pressa, acalmando o coração.
Imagem: Daniel F Gerhartz


O Pensamento nas Pernas


Sempre acreditei que, se eu quisesse transformar alguma coisa, teria antes que passar por uma racionalização profunda e, posteriormente, por uma compreensão dos fatos. Ou seja, primeiro, pensar bastante para, então, compreender.

Cumprindo essas duas etapas, atingiria a serenidade buscada, fosse nas questões amorosas, familiares, profissionais, existenciais. A compreensão, como num passe de mágica, soltaria os fios enovelados e só então eu poderia me modificar.

Acontece que pensar demais cansa. Afirmo com a experiência de uma maratonista cerebral: eu vivia sempre no módulo on, com o cérebro ligado na tomada, descansando só quando dormia, e ainda assim com um olho fechado e outro aberto. Se pensar conduzia à compreensão, bora pensar, para poder entender. Sem entender, acreditava que meu barco ficaria à deriva, noites e dias sob as intempéries, sem atracar em lugar algum.

Tanta coisa serve de cais: um casamento, uma promoção, uma cura, um projeto, uma bolada, um filho. Estamos sempre indo ao encontro de alguma coisa sensacional que ainda não sabemos o que é nem se iremos encontrar mesmo.

Pois, diante desse imenso ponto de interrogação que é o futuro de todos nós, reformulei minhas crenças: estou me dando o direito de não pensar tanto, de me cobrar menos ainda, e deixar para compreender depois. Desisti de atracar o barco e resolvi aproveitar a paisagem.

Primeiro mude, a compreensão virá depois. É mais ou menos o que a filosofia de Nietzche sugere. Ninguém muda apenas através do pensamento. A transformação meramente intelectual é uma presunção, não existe de fato. É preciso colocar o pensamento nas pernas e agir. O corpo é que nos leva para uma nova vida, e não a razão, diz o filósofo num texto chamado “A favor da crítica”.

Recentemente os integrantes do programa Saia Justa discutiram o que é drama e o que é tragédia, e chegaram à conclusão de que o drama te encarcera, enquanto a tragédia, por mais dolorosa que seja, te coloca em movimento: você sai dela diferente. Do drama você não sai: você fica remoendo, remoendo, remoendo. Excesso de racionalização engessa o sentimento e não te leva pra fora, pra frente.

De Nietzche a Saia Justa é um salto e tanto, reconheço, mas toda filosofia é bem-vinda, seja acadêmica ou de mesa de bar, de programa de tevê, de coluna de jornal. Estamos aqui para aquilo que os intelectuais rejeitam que se fale em público (mas falo baixinho: ser feliz). E a felicidade não é uma ilha paradisíaca onde nosso barco um dia atracará. A felicidade não é terra firme: ela é o próprio mar.

Passamos uma vida perseguindo a felicidade, sem reparar que ela está justamente na perseguição.
O pensamento nas pernas. O movimento. A ação. Não há muito a compreender além disso.
Martha Medeiros
Pintura: Boris Prokazov

Não dá para obrigar ninguém a ficar, mas dá para abrigar quem fica






São tantas chegadas e partidas, que nem sempre o essencial é evidenciado.
Os dias se misturam com a velocidade.
Até os sentimentos andam um tanto fragilizados.
O que nasceu para ser eterno não pode ficar à mercê da instabilidade.
No entanto, é importante dar-se conta de algumas evidências.
Há sinais que podem direcionar ou provocar outros entendimentos.
O certo é que ninguém permanece por muito tempo se for obrigado a ficar.

Talvez a melhor atitude seja abrigar quem decidiu ficar

Há uma longa distância entre o que foi idealizado e o que se apresenta realmente.
Para melhor perceber e valorizar o que está sob os olhos é necessário desfazer-se de algumas idealizações.
Há uma exigência elevada, quando se trata de dar contornos aos sonhos.
Os sonhos não deveriam ter tamanho, apenas intensidade.
Tudo seria mais fácil.
Incluir o cotidiano nas idealizações é uma das condições para tentar visualizar o que pode fazer a diferença.
Nenhuma relação perde o brilho com o passar do tempo.

A não ser que se deixe de lado o exercício de abrigar continuamente quem sempre vivenciou a fidelidade.
Há muita gente misturando a busca por novidade com o valor do que já faz parte das escolhas.
A ansiedade tem desestruturado o que poderia continuar inspirando felicidade.
Nem tudo o que está na vitrine é de melhor qualidade, em relação ao que já foi adquirido.
A insatisfação precisa de um certo controle.

Algumas asas podem ser cortadas.
Voos rasantes também são significativos.
Ninguém se arrepende de abrigar quem decidiu permanecer.

Assim é...


A alegria e a dor me ensinam, me moldam…
Sim! Elas tem o poder de me modificar…
Ainda não sei o quanto…
Nem me atrevo dizer se para melhor.
Mas elas tem a capacidade de me transformar…

Já a maldade e injustiça não!
Estas só servem para que eu aprenda e com convicção.
Onde não devo ir…
Com quem não devo estar…
O que não devo dizer e fazer.

São mestras também.
Mas não permito que me modifiquem,
Apenas me servem de exemplo do quanto é feio
Ser contrário às leis do amor, da luz e do bem.

Assim é...
Imagem: Francisco Sanchis Cortes



Nunca é Tarde para Brilhar


Wang Deshun, modelo chinês de 80 anos de idade, é o exemplo vivo de que, quando se tem persistência, dedicação e determinação, qualquer pessoa pode conseguir realizar seus sonhos.

Wang Deshun é um chinês de 80 anos que passou a vida se dedicando à arte.
Sua história começou em 1936 na cidade de Shenyang, na China, quando, aos 24 anos de idade, começou a trabalhar como ator no Teatro Changchun.

Aos 49 anos, Wang criou a própria trupe de pantomima (apresentação teatral feita por mímicos) e partiu para Pequim

Trabalhando como mímico, ele teve a oportunidade de treinar vários modelos, e um deles, convidou Wang para desfilar...

Ele só recebeu elogios, sendo chamado até de glorioso. Foi quando parou de ser mímico e focou em atuar, criando sua própria performance silenciosa, chamada de Escultura Viva, em que ele pintava o corpo e ficava em exposição, concentrado, por horas e horas...

fez muito sucesso na China e depois se espalhou pelo mundo
Passou alguns anos como mendigo pelas ruas, e, aos 50 anos, Wang, começou a frequentar a academia diariamente, com a ajuda de um amigo.

Aos 57 anos, voltou aos palcos com uma criação de performance artística silenciosa chamada de “Escultura Viva”, em que pintava todo o corpo e ficava em exposição por horas a fio. Sua performance se espalhou pela China e pelo mundo - Alemanha, França, Coreia do Sul…

Aos 70 anos, sentiu a necessidade de melhorar fisicamente, e iniciou uma jornada de duas horas diárias de musculação alternadas com com natação.

Em 2014, aprendeu a dirigir uma moto, e, em 2015, além de participar do programa de comédia chinesa “Chong fan 20 sui”, estreiou como modelo de passarela, na Semana de Moda de Pequim. Seu porte saudável e os cabelos e barba grisalhos deixaram todos surpresos, o bastante para receber os títulos de “vovô gato” e “sensação da internet” com a repercussão.

Em depoimento em agosto de 2016, Wang afirma ter se preparado há 60 anos para esse momento e explica a todos que para desfrutar de boa saúde e boa forma física, primeiro, você deve atender ao seu espírito, e o resto acontecerá. 

Após participar de filmes como “Guerreiros do Céu e da Terra” (2003) e “O Reino Proibido” (2008), agora ele é o modelo mais velho a assinar um contrato com uma agência de moda especializada em desfiles.

Hoje , ele inspira muitas pessoas ao redor do mundo, que, com esse exemplo, se sentem motivadas para correr atrás de seus objetivos e sonhos.




“A história de vida de um modelo de 80 anos , nos mostra que nossos objetivos podem ser alcançados a qualquer tempo, basta trabalhar duro pra fazer acontecer.
Wang , participou inclusive do filme 'O Reino Proibido' de (2008)
O conselho de Wang a todos que desejam o mesmo que ele:
'Para desfrutar de boa saúde e boa forma física, primeiro, você deve atender ao seu espírito, e o resto acontecerá'.
Você não precisa ser melhor do que ninguém para ter sucesso em sua vida. Tire da cabeça essa ideia maluca de ficar se comparando aos outros. Cada pessoa tem uma história diferente, e, portanto, metas diferentes a conquistar na vida.
A história de Wang, mostra que nunca é tarde demais para começar um negócio próprio, ser aprovado num concurso público de altíssimo nível, vencer maratonas, ou mudar de carreira. Nos mostra que , para conquistar seus objetivos, sejam eles quais forem, você não precisa olhar para os outros e se lamentar por não ter começado antes, e nem tentar ser melhor que os outros.
Não importa se deseja que sua vida mude aos 35, 45, 55, 65, 75, 85 anos de idade.
Nunca é tarde para realizar seus verdadeiros sonhos, os seus sonhos, e não os sonhos dos outros.
Você tem que começar... não importa quando! 
E, uma vez iniciado, não pare. Um dia você vai encontrar. E realizar. E brilhar.”
Guilherme - Mensagem para o Dia Melhor


Sobrevivente


Sobrevivente…
Pessoa, ou Ser, que permanece vivo, que continua a existir, mesmo depois de determinada experiência de risco, que resiste às dificuldades impostas pela vida.

Mas, o que é realmente ser um sobrevivente?
Basta se olhar no espelho para saber.

Olhe dentro de seus olhos e me diga se não é um sobrevivente!
Uma pessoa que já perdeu coisas que mais lhe importavam…
E que, mesmo sofrendo, suportou o insuportável…
E seguiu em frente…

Aqui está você…
Um sobrevivente.

Então, alguns diriam que você é um herói.
Você conseguiu sobreviver.

Eu diria que você é um Ser Humano.
Um Ser Humano que conseguiu sobreviver de uma forma ou de outra.
Todos nós somos.

Alguns choram…
Outros, fazem chorar…
Tudo na esperança de esquecer pelo que passou…
A crueldade...
O desrespeito…
O medo…
A fome…
Ou seja lá o que for que a vida colocou em seu caminho.

Somos o que somos.
Seres Humanos…
Rico ou Pobre,
Jovem ou Velho,
Anjo ou Demônio…
Essa é a nossa história…
Todos com uma história única.
Mas sempre tentando vencer as adversidades.

Não escolhemos passar por isso ou aquilo.
A vida escolheu.
Porque somos sobreviventes nessa grande jornada.

Não somos Heróis, ou Deuses.
Somos Sobreviventes.
Lutando pelos nossos sonhos, nossos ideais.
Alguns mais que outros,
Mas sempre lutando…
E seguindo em frente.

Então, olhe-se no espelho
E veja você mesmo o que realmente é.
Esta é sua Vida.
Seja bem vindo!
Cristina Corradi
Imagem: Helene Beland

A Few Figs From Thistles


Algumas Figas de Thistles

Primeira Figa
Minha vela queima dos dois lados;
Ela não vai durar a noite inteira;
Mas ah, meus inimigos, e oh, meus amigos - 
Que bela luz ela dá!

Segunda Figa
Seguras sobre a rocha sólida
Perigosamente as casas estão:
Venha ver meu ilustre palácio construído sobre a areia!

My candle burns at both ends;
It will not last the night;
But ah, my foes, and oh, my friends -
It gives a lovely light!

Second Fig
Safe upon the solid rock
the ugly houses stand:
Come and see my shining palace built upon the sand!

Edna St. Vincent Millary

Thistle: Flor e Símbolo Nacional da Escócia

Crônicas do Dia a Dia


Quando abri a porta, um delicioso ar atingiu-me.
A chuva que caiu durante a noite,
apesar de pouca,
fez a manhã de hoje mais bela.

Os passarinhos faziam algazarra,
um bem-te-vi aqui,
um pardal ali,
uma maritaca mais longe.

Saímos em direção à cidade.

Tudo parecia renovado.
O céu de um azul lavado,
as árvores…
ainda molhadas brilhando aos primeiros raios de sol.

A moça fazia sua caminhada.
Sempre passamos por ela e hoje
ela estava especialmente bem vestida
e com um lindo chapéu.

Uns indo trabalhar,
outros fazendo caminhada e agora,
já de volta,
começo a trabalhar
especialmente renovado pela chuva.
Foto e texto: Adilson Nogueira

O Que Quero

Eu quero um tempo tranquilo
Feito passarinho espiando na janela.

Quero um dia bonito
Como jardim bem cuidado na Primavera.

Quero um canto com sossego,
Um cantinho de paz.

Quero dividir panela de brigadeiro com os amigos,
Somar naquela campanha do bem.

Quero multiplicar e retribuir os desejos bons,
Os sorrisos e abraços que recebo.

Quero surpresa bonita chegando de mansinho
Só pra me deixar feliz.

Quero pra mim…
E pra você também.
Imagem: Vladimir Volegov

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...